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Diário de Fevereiro e Março 2012


postado por Nando Mello

Muita gente me perguntando sobre os detalhes de nossas viagens dos últimos dois meses e eu sempre deixando pra depois. Estamos em abril e nada mais justo que contar um pouco o que aconteceu em fevereiro e março nas nossas lidas de Hangar.

Fevereiro e o revival do Inside Your Soul.

Um pouco antes do Inside Your Soul completar dez anos de lançamento, já conversávamos sobre um show de comemoração. Isso devia ter acontecido em 2011, mas a própria agenda da banda não proporcionava uma data onde tivéssemos a oportunidade. Verão sempre é complicado, é uma época de praia, carnaval e férias, mas não podíamos negar um convite para tocar em Volta Redonda no Rio de Janeiro feito pelo nosso amigo Sandrão Silva da SNS Produções. A data seria 05 de fevereiro. Como reunir a banda para um show somente não é conveniente, o Aquiles reanimou a ideia de fazer um show comemorativo em São Paulo, marcando os dez anos do Inside Your Soul. O local marcado foi o Blackmore. Aquiles mesmo ligou para o nosso antigo vocalista Michael Polchowicz e o convidou. O Mike ficou empolgado com o convite e marcamos um ensaio na casa do Martinez para repassarmos as músicas. Fazia muito tempo que algumas músicas do CD não eram tocadas ao vivo. Ter o Mike de novo com a banda foi um presente para todos nós.

Ensaios e Blackmore

Chegamos em São Paulo no dia 01 de fevereiro e fomos ensaiar. Era a mesma formação da banda durante os anos de 2000 até 2005. Tocamos o Inside Your Soul inteiro praticamente na primeira passada. Era legal ver e ouvir a alegria de nós estarmos juntos novamente. O Mike curtiu muito. Acrescentamos músicas que tocamos na época e alguns covers.
Na sexta feira dia 03, montamos nosso equipamento no Blackmore, passamos o som e ficamos a espera da hora do evento. Eu havia ficado bem isolado nos bastidores, apreensivo como sempre para saber se tudo iria dar certo. O show de abertura ficou a cargo do nosso amigo Daniel Pique. Mais uma vez nossos amigos da capital nos surpreenderam e compareceram em massa. O show começou com o André cantando músicas de 2007 em diante, ou seja, do TROYC até o Acoustic. Foi bem empolgante e depois dessa parte anunciamos a entrada do Mike. Tocar o disco na íntegra me trouxe várias lembranças de anos atrás. Todos cantando as músicas e a alegria de muitos por ver e ouvir a banda em uma das suas fases iniciais. Destaque para a carinha de felicidade da Marina Dickinson pelo momento. Tocamos também pela primeira vez ao vivo a música “Ask the Lonely” do Journey, que gravamos em 2003.

Volta Redonda

Saímos direto do Blackmore direto para Volta Redonda. Fomos recebidos pelo grande amigo Thiago Reis que nos levou até o hotel. Chegamos no sábado bastante cansados e todos se recolheram após a janta. No domingo cedo o Sandro já nos levou para o local do show, que era relativamente afastado do centro da cidade. O lugar era clube enorme com vários ambientes. Enquanto montávamos o equipamento, em outro lugar próximo a piscina rolava um “bingo”, o que levou a várias brincadeiras e provocações sobre “os velhinhos da banda” que iriam participar da atividade. Esperamos o bingo terminar para poder passar o som. Encontramos nossos amigos William Rodrigues e Jorge Augusto que saíram do Rio de Janeiro para ver o show. Os dois estão sempre apoiando a banda onde quer que seja. O show de Volta Redonda seria diferente. Devido a um compromisso firmado anteriormente, o André não poderia cantar e fizemos um set list com o Inside Your Soul na íntegra, mais algumas músicas do Infallible e do TROYC que o Mike mandou muito bem e alguns covers como Perfect Strangers, Ask the Lonely e Eagle Fly Free. Foi um show surpreendente. Casa cheia e muita gente cantando as músicas antigas. Saímos agradecidos pela recepção do público de Volta Redonda. Voltamos a São Paulo na segunda pela manhã e nos despedimos desta etapa com o gostinho de dever cumprido. Aquiles foi direto para a Namm em Los Angeles, onde iria tocar e ensaiar com a lenda da guitarra Tony MacAlpine.

Michael Polchowicz

Resolvi publicar esse parágrafo em especial, separado porque ele é bem significativo. Ter a alegria de rever o Mike conosco foi um momento muito importante. Livre de egoísmo, despido de qualquer tipo de vaidade, ele sempre foi e sempre será muito mais que o nosso “primeiro vocalista”. Quando saiu da banda em 2005 ele foi um verdadeiro cavalheiro sabendo que era a coisa certa a fazer para que tanto ele quanto o Hangar pudessem continuar suas vidas. Nunca houve stress, nunca houve mágoa. Continuamos as vidas sempre cuidando do que um ou outro estava fazendo. Compartilhando informações, ideias e caminhos. Tocar ao seu lado e ver seu sorriso, sua dedicação dando o melhor em músicas que há anos não tocávamos como Sea of Sorrow, Legions of Fate, Five Hundred´s foi muito positivo. A sua postura sempre foi e sempre será de um cara profissional e acima de tudo um camarada e amigo que podemos contar para sempre. Queremos repetir esse show e contar com o Mike muitas outras vezes, assim que possível. Lidar com pessoas é um exercício constante de doação, entendimento e argumentação de ideias a favor de uma direção. Uma lição que ele nos passa até hoje quando diz “torço e entendo tudo o que vocês fazem e as pessoas que não enxergam isso não podem realmente estar aqui…” Grande e sábio “Gato Mike”.

Março

Março chegou e nos reservou viagens sem a banda completa. Aquiles embarcou em uma tour com o guitarrista americano Tony MacAlpine. A tour começou no final de fevereiro na realidade e foi até o dia 21 de março. Passando por vários países da Europa, acompanhei de longe os reports semanais e as fotos do Daniel Pique, sempre publicadas no facebook. Uma vez conseguimos conversar pelo “skype” e vi que Aquiles estava muito feliz de compartilhar o palco com uma lenda viva da guitarra. Após acompanhar Vinnie Moore, Tony MacAlpine, o teste para o Dream Theater, o lançamento do DVD nos USA, participar do Modern Drummer e outras diversas atividades fora do país, podemos dizer que a carreira internacional dele vai muito bem obrigado, com todo o merecimento.

Aventuras nos pampas

Por aqui tive o prazer de convidar o meu amigo Eduardo Martinez para uma série de sete workshops em cidades do interior do Rio Grande do Sul.
Como sempre, a agradável companhia do Martinez, além de ser única pela amizade e pelo companheirismo de banda torna-se mais peculiar por toda sua sabedoria gastronômica e comportamental que só ele sabe ter. Saímos dia 16 e fomos direto a Frederico Westphalen onde nosso amigo Luís Carlos Fuga nos recebeu de maneira entusiasmada na sua loja chamada “Lugosi”. Foram duas noites agradáveis na pequena cidade universitária. No workshop quem veio nos visitar foi o Lorival da Rosa, grande baterista que mora na cidade de Panambi. Seguimos direto para Santo Angelo, onde conosco tivemos a participação do Mauriel Ourique na bateria. No final tocamos um medley de músicas do Iron Maiden com o Alex Finckler e o Marcos Rigoli.

Seguimos viagem para a cidade de Horizontina. O workshop foi em um teatro. Foi muito legal ter a companhia de mais de 100 pessoas, músicos da cidade que participaram com muita curiosidade do evento. Sucesso total apoiado pelo Alysson e pelo Luis da loja Shop Music de Santa Rosa. Depois viajamos para a cidade de Três de Maio, onde fomos recebidos pelo Elisandro Weise da loja A Musical. Estivemos na rádio Cidade Canção FM que toca duas músicas do Hangar na programação normal. A cidade se movimentou e o workshop foi realizado em um pub chamado Armazem Liquid, muito conhecido por ter abrigado vários shows nacionais. Depois foi a vez de Ijuí, onde tocamos na loja Cia. da Música. Todos que estavam lá queriam saber do DVD, quando ia ser lançado, etc… foi uma noite agradável na companhia dos amigos de Ijuí, Marcos Rigoli, Fábio Mariani e Fábio.

Na manhã seguinte, dia 23, seguimos para São Luiz Gonzaga. O Álvaro Adam já nos esperava ansioso para nos levar a uma, duas, três rádios na cidade, sempre destacando a importância de um evento assim para a cidade. O Álvaro é uma figura ímpar, um batalhador incessante da música e grande amigo. O workshop foi no Restaurante Bella Vista do nosso amigo Lucas Bussler. Um lugar agradável com toda a infra-estrutura para um bom evento. Mais uma vez nosso amigo Mauriel Ourique nos acompanhou. No final tocamos Solitary Mind e Mais Uma Vez com o Álvaro cantando. Depois do workshop pude curtir a banda do Álvaro tocando uma leva de covers de bandas nacionais. Não aguentei e fui tocar uma música da banda gaúcha Papas da Língua chamada, Vem pra Cá. Foi muito legal interagir com o pessoal. Voltamos para casa na manhã seguinte satisfeitos pela semana maravilhosa conhecendo pessoas que gostam do som do Hangar e apoiam a banda sempre.

Dia 29 voltamos a estrada em direção a cidade de Canela na serra gaúcha. Falar da dupla Canela e Gramado que se distanciam por apenas 6 km é falar de inverno, beleza, chocolate, frio, vinho. Cidades lindas demais. O workshop, organizado pelos meus amigos Fernando e Matheus da escola Oficina da Música foi no Cine Teatro Casa de Pedra. Lugar sensacional com uma estrutura bacana e que abrigou um público muito seletivo e atento ao evento. Foi uma noite de duas horas de concentração e muito bate papo com os músicos da cidade. No final eu estava muito feliz. Sai com a sensação de que havíamos feitos muitos amigos e muitos fãs na cidade. Promessa de voltarmos com a banda completa. Viajar pelos pampas sempre é muito bom. Em maio tem mais, agora com o Aquiles e suas aulas, master classes e palestras.

Sempre tem uma pra contar

Viajar sempre é uma pequena aventura. Sempre que vamos de carro e dessa vez era com o meu, combinamos que o co-piloto, aquele cara que vai ali do lado do motorista fique atento para todas as placas, desvios, lombadas e que principalmente não deixe o motorista ligar o piloto automático e dormir, sabe?? para evitar danos maiores… hahah. Estávamos eu e o Martinez em direção a cidade de Horizontina, após sair de Santo Ângelo, a cerca de 500 km de Porto Alegre. Eu li uma placa “Horizontina 33 km” e perguntei: “reto ou direita???”. Ele não respondeu e segui pela principal continuando nossa animada conversa sobre “as qualidades gastronômicas do salmão grelhado comido em Frederico Westphalen”, ou seja um papo bem interessante para o “Eduardo”, haha… Depois de uns 25 minutos nossos celulares quase que simultaneamente começaram a receber mensagens. Umas três mensagens cada um e eles são de operadoras diferentes. Eu parei o carro e comecei a ler: “Bem vindo a Argentina; No caso de ligações internacionais usar isso, usar aquilo…”. Eu olhei para um outdoor a cerca de 30 metros de distância e li “Bem vindo a Porto Mauá, divisa Brasil – Argentina”. ???. Havíamos nos desviados do caminho por cerca de 30 km e estávamos quase em território estrangeiro e ainda por cima Argentino e quando eu penso em Argentina já me vem futebol na cabeça. Tivemos que voltar 30 km e andar mais 33 km em direção ao nosso objetivo.

Moral da história: “Fique de olho na pista e não deixe seu co-piloto dormir?”, “salmão grelhado é um perigo?”, “fique longe de qualquer divisa com a Argentina” “viajar com o Eduardo é sempre legal?”, “todas as alternativas são corretas???”, hauhauhuahau…

Diário

Postado em/Posted on Maio 3rd, 2012 @ 21:51 | 622 views



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