{"id":631,"date":"2008-09-01T21:00:29","date_gmt":"2008-09-01T21:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/hangar.mus.br\/site\/?p=631"},"modified":"2008-09-01T21:00:29","modified_gmt":"2008-09-01T21:00:29","slug":"conviction-tour","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/conviction-tour\/","title":{"rendered":"Conviction Tour"},"content":{"rendered":"<p>postado por Nando Mello<\/p>\n<p>Chegou a minha vez de falar sobre a Conviction Tour do Hangar neste ano de 2008. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses tivemos muitas aventuras e tentarei detalhar cada acontecimento pitoresco ou n\u00e3o que possa ter acontecido conosco. Ap\u00f3s o show de Belo Horizonte, onde tivemos a possibilidade de abrir para o Queensryche, uma honra para n\u00f3s. Ca\u00edmos na estrada novamente porque na semana seguinte, dia 17\/05, estar\u00edamos em S\u00e3o Bernardo do Campo, participando da Virada Cultural do Estado de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>A Virada re\u00fane artistas de todas as \u00e1reas, em v\u00e1rias cidades ao longo de um \u00fanico dia, ou seja, 24 horas de entretenimento. Para uma banda de metal, seria uma oportunidade \u00fanica, visto que \u00e9 dif\u00edcil termos espa\u00e7os assim em eventos p\u00fablicos. Chegamos ao evento l\u00e1 pelas 22hs e a TV local j\u00e1 estava nos esperando para uma r\u00e1pida entrevista. Como o Nando n\u00e3o havia chegado, acabou ficando de fora, mas conseguimos mandar bem em todas as respostas. Logo em seguida come\u00e7ou o show da banda CPM22 com seu rock, digamos comercial, seguidos pela banda carioca, Autoramas. Uma das curiosidades \u00e9 que o evento foi apresentado pelo Thunder, ex-VJ da MTV, e \u00e0 medida que nosso equipamento ia entrando e sendo montado no fundo do palco ele anunciava que ir\u00edamos \u201cquebrar tudo&#8230;\u201d. Exatamente as tr\u00eas da manh\u00e3 come\u00e7amos o show sob um frio de cerca de 10 graus e um vento incessante. Assim mesmo o p\u00fablico de aproximadamente cinco mil pessoas ficou at\u00e9 o final. Agradecimentos aos nossos amigos Jo\u00e3o, Marina, Carol, Van e Leticia que como sempre n\u00e3o poderiam deixar de faltar. <\/p>\n<p>A semana da grava\u00e7\u00e3o do DVD havia come\u00e7ado e est\u00e1vamos todos muito apreensivos. Montamos toda a estrutura que ir\u00edamos usar no est\u00fadio do nosso amigo F\u00e1bio Veroneze, tudo mesmo: a bateria monstro, os amplificadores, etc&#8230; e ensaiamos exaustivamente na parte da tarde que no per\u00edodo da manh\u00e3 ensai\u00e1vamos o repert\u00f3rio ac\u00fastico no est\u00fadio do Aquiles. Era uma correria. Nesta \u00e9poca est\u00e1vamos vivendo uma situa\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o direta, mas nem cabe entrar em detalhes aqui. Enfim foi uma semana de intenso trabalho. Na sexta feira, dia 23 de maio, chegamos ao Centro Cultural e come\u00e7amos a montar o que viria a ser o cen\u00e1rio do show ac\u00fastico. Hav\u00edamos contratados uns garotos que trabalhavam com artes e cen\u00e1rios, mas acho que eles n\u00e3o entenderam bem o que quer\u00edamos e acabamos tendo que usar o pano de fundo que eles montaram, meio estranho. As m\u00e1scaras pareciam umas \u201camebas\u201d, como me disse a nossa amiga Priscilla Mamus. Comecei o show bem tranq\u00fcilo, o ac\u00fastico n\u00e3o me mete medo. Claro, eu toco sentado, n\u00e3o tenho que balan\u00e7ar a cabe\u00e7a e n\u00e3o corro o risco do Martinez pisar no meu p\u00e9 ou nos meus cabos, como acontece no show el\u00e9trico. O mais legal deste dia foi rever a turma toda do blog: Michely, que veio de Fortaleza; a Carol, a Marina, o Jo\u00e3o, a Vanessa e a Priscilla, que veio de Maring\u00e1. Todos ali, compartilhando desde a passagem de som at\u00e9 o final. Acho que fomos bem no ac\u00fastico e a tens\u00e3o at\u00e9 que se foi. O \u00fanico fato a lamentar \u00e9 que tivemos que deixar duas m\u00fasicas de fora porque estouramos o tempo de funcionamento do local. <\/p>\n<p>Dia 24 finalmente chegou: a grava\u00e7\u00e3o do show normal ou el\u00e9trico. Bom, falar sobre este show e grava\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil. Tivemos uma semana dif\u00edcil e a palavra chave foi supera\u00e7\u00e3o. Chegar ao local, montar tudo, ficar na expectativa da chegada do publico. Tudo envolveu muita emo\u00e7\u00e3o. Foi um dia mais que especial onde lembramos de toda a trajet\u00f3ria da banda, dos momentos vividos juntos, das escolhas, expectativas e caminhos que resolvemos seguir. Tudo me lembrou Porto Alegre no inicio da minha entrada na banda. A historia toda contada e revista para chegar naquela \u201cuma hora e meia\u201d de show e pensar que a soma de todos aqueles anos estava ali. Falar em um momento ou outro do show seria injusto. Prefiro lembrar de quando o Nando me apresentou e o Aquiles me chamou no meio dos aplausos e repetiu tr\u00eas vezes segurando a minha m\u00e3o: \u201cvoc\u00ea merece estar aqui\u201d. Foi um momento que a cabe\u00e7a rodou e lembrei de tudo e todos que sempre nos apoiaram. N\u00e3o deu pra segurar a emo\u00e7\u00e3o de ver as meninas, Marina, Michelle, Carol, Priscilla e Vanessa com os olhos marejados, escondendo as l\u00e1grimas que rolavam nos rostos iluminados destas nossas amigas queridas que nos ap\u00f3iam h\u00e1 tanto tempo. Neste momento tamb\u00e9m senti que muitas pessoas se identificam conosco, sabem que sonhamos e que o sonho \u00e0s vezes pode tornar-se realidade, nem que por um s\u00f3 instante. Eu resumo este sentimento em uma \u00fanica pessoa naquele dia: Marina Dickinson, para sempre a n\u00famero 1. Imediatamente ap\u00f3s o show de s\u00e1bado, voltei para minha casa em Gravata\u00ed, onde fiquei por quatro dias. <\/p>\n<p>Sexta , 29\/05, viajei para Ponta Grossa, no Paran\u00e1, onde tocamos para um publico muito legal. Na chegada ao hotel encontramos o ator \u201cglobal\u201d Jos\u00e9 Abreu, que estava estrelando uma pe\u00e7a na cidade. O cara foi gente fin\u00edssima, bateu papo, tirou fotos e inclusive falou que um dos filhos dele toca baixo em uma banda de metal chamada \u201dBigorna\u201d, pode? O local do show parecia um galp\u00e3o com v\u00e1rias mesas de madeira, que aos poucos foram sendo agrupadas para montar um grande palco. O publico n\u00e3o decepcionou e tivemos a companhia de cerca de 350 pessoas para acalentar o frio de seis graus que fazia na cidade. L\u00e1 conhecemos a M\u00e1rcia, super f\u00e3 da banda. Ap\u00f3s o show, ainda na madrugada voltei para casa para descansar mais seis dias. <\/p>\n<p>Dia 05\/06 embarquei para S\u00e3o Paulo, onde a van, o trailer e a carga j\u00e1 estavam me esperando para irmos a Uberl\u00e2ndia. Partimos a noite e na sa\u00edda da cidade o contr\u00e1rio quase nos pegou. Ao ultrapassar um ve\u00edculo pequeno, o vento forte fez com que o trailer sa\u00edsse de lado e come\u00e7asse a balan\u00e7ar, levando a van junto. Foram 10 segundos de terror, pois eu tinha certeza de que capotar\u00edamos. Nosso motorista, Roberto \u201cO Funkeiro\u201d, conseguiu controlar a situa\u00e7\u00e3o e dominou o carro fazendo com que ele parasse. Depois que o Roberto, \u201cO Funkeiro\u201d voltou a sua cor normal, seguimos viagem. Mas antes firmarmos um pacto de n\u00e3o ultrapassar a velocidade de 80km\/h. Chegamos pela manh\u00e3 em Uberl\u00e2ndia, direto ao hotel, que era praticamente ao lado do local do show. Aqui cabe um par\u00eantese para falar sobre o London, onde tocamos. O lugar \u00e9 perfeito, um pub com mezaninos e toda a estrutura para um bom show de rock de qualquer vertente. A organiza\u00e7\u00e3o foi impec\u00e1vel. L\u00e1 encontramos a Tati Ribeiro, o Nilson, o Zaf\u00e1 Gonzaga e sua namorada Let\u00edcia, todos excelentes m\u00fasicos e amigos, que abriram o show do Hangar com a sua banda Soul Stone. Ap\u00f3s o show, que foi um dos melhores, ficamos batendo papo e autografando e tirando fotos com todos at\u00e9 a madrugada. Enquanto o restante do pessoal voltaria a S\u00e3o Paulo no dia seguinte, o Martinez, o Nando e eu fomos para Mococa. Foi a oportunidade que tive para conhecer a pequena e aconchegante cidade e a fam\u00edlia do F\u00e1bio, que nos recebeu muito bem. No s\u00e1bado o Nando fez uma participa\u00e7\u00e3o cantando na banda de covers do F\u00e1bio em Mococa. O local abarrotou de gente e o show foi muito legal com v\u00e1rios cl\u00e1ssicos de Queen, Deep Purple e outros, enfim aquela velha e boa \u201cgritaria\u201d, no bom sentido \u00e9 claro. Ficamos na cidade at\u00e9 12, ent\u00e3o pude conhecer tudo, inclusive o cachorro do F\u00e1bio, chamado Cord\u00e9lio. Ele \u00e9 um Rotweiller com cara de bravo, mas am\u00e1vel. Quer dizer, at\u00e9 certo ponto, pois fui pegar a bicicleta do F\u00e1bio para dar uma volta e ele do nada come\u00e7ou a me amea\u00e7ar. Imediatamente reagi com toda a minha for\u00e7a e gritei bem alto&#8230; \u201cF\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1bio!\u201d, enquanto largava a bicicleta e saia correndo&#8230; Coisas inexplic\u00e1veis. <\/p>\n<p>No dia 12\/06, a van, o trailer e a carga passaram por Mococa e tomamos o rumo do planalto central do Brasil. Primeira parada: Goi\u00e2nia. Chegamos ao final no dia e imediatamente fomos descansar. No dia do show, pela manh\u00e3, aproveitei para conhecer uma parte do centro da cidade, principalmente as lojas que vendiam camisetas de times de futebol do estado, Goi\u00e1s e Vila Nova. Quase convenci a vendedora a me dar um desconto de 100%, mas acho que ela sentiu que estava sendo enganada e n\u00e3o fez neg\u00f3cio comigo. Antes e ap\u00f3s o show fomos jantar em uma pizzaria, onde fomos atendidos por um gar\u00e7om chamado Aquiles. Isto mesmo, hom\u00f4nimo do nosso Aquiles Priester. Imagina a confus\u00e3o e a \u201cpega\u00e7\u00e3o de p\u00e9\u201d que foi. Coitado, o cara sofreu bastante naquela noite. O show foi muito bom, em um local que parecia um \u201dplanet\u00e1rio\u201d, sim, daqueles que vamos para ver estrelas e pontos da Via L\u00e1ctea. A produ\u00e7\u00e3o foi \u00f3tima e o show com bastante energia, com destaque para o pessoal de An\u00e1polis, que viajou at\u00e9 Goi\u00e2nia e agitou bastante. <\/p>\n<p>Sa\u00edmos apressados para Bras\u00edlia. Chegando \u00e0 cidade j\u00e1 dava para perceber que o local era diferente de tudo o que conhec\u00edamos. Para come\u00e7ar os famosos endere\u00e7os: Asa Sul, Bloco Norte, Se\u00e7\u00e3o 44, Distrito 23, Casa 98, Bairro Leste, etc&#8230; \u00c9 claro que nos perdemos e ficamos estacionados em um posto de gasolina at\u00e9 que o produtor nos achasse e dissesse: \u201cp\u00f3, \u00e9 logo ali\u201d. Cara de ?????? Fomos at\u00e9 o hotel na Ala \u201cHotel\u201d de Bras\u00edlia e l\u00e1 ficamos at\u00e9 a hora da passagem de som. Chegamos ao local do show e para nossa surpresa, o palco n\u00e3o era muito apropriado para um show completo e tivemos que deixar os cen\u00e1rios de fora. A galera compareceu e o Nando mandou ver, embora o retorno para a voz n\u00e3o estivesse funcionando e ele soltasse um sonoro \u201cfilho da p&#8230;\u201d no microfone. Rea\u00e7\u00e3o do publico: todo mundo gritando \u201cfilho da p&#8230;\u201d. Foi um show muito bom e encontrei nosso amigo Sombrio, que faz parte do blog APP, que como sempre me fez v\u00e1rias perguntas. No final do show pedimos umas pizzas e ficamos esperando. Uma hora depois, chegou um motoboy com uma sacola e o Aquiles pediu ao Martinez que fosse perguntar para ele de quem eram aquelas pizzas. O Martinez foi at\u00e9 l\u00e1 e voltou correndo dizendo que as pizzas eram da \u201cbanda Valquiria\u201d. Estranhei pois n\u00e3o havia nenhuma \u201cbanda Valquiria\u201d tocando no dia. Fomos para o hotel e pedimos outras pizzas. E ent\u00e3o descobrimos que a \u201c Valquiria\u201d era a esposa do nosso contratante e as pizzas que chegaram no local do show eram realmente nossas, ou seja, uma pequena confus\u00e3o patrocinada pelo nosso querido guitarrista Eduardo, que confundiu o nome da pessoa que pediu as pizzas com uma banda que n\u00e3o existia. Passados dois meses ele ainda sofre com a brincadeira, pois a cada coisa que pedimos para a banda Hangar algu\u00e9m responde l\u00e1 do fundo: \u201dN\u00e3o&#8230; n\u00e3o \u00e9 do Hangar, \u00e9 da banda Valquirias\u201d e todo mundo cai na gargalhada. Coisas de Eduardo, ah o velho Martinez&#8230; N\u00e3o pegamos a estrada sem antes parar na frente do Congresso Nacional para tirar uma foto: n\u00f3s, a van, o trailer e a carga. Mal sa\u00edmos da van e l\u00e1 j\u00e1 estava um carro da policia querendo saber o que aquele bando de macacos queria por l\u00e1. Algu\u00e9m respondeu \u201c\u00e9 s\u00f3 uma foto mo\u00e7o\u201d e sa\u00edmos de \u201dfininho\u201d antes que o Contr\u00e1rio aparecesse. Seguimos para S\u00e3o Paulo para prepararmos a jornada da semana seguinte: tr\u00eas shows seguidos em dois estados. <\/p>\n<p>O show de 20\/06 em Santo Andr\u00e9 foi ac\u00fastico. Chegamos por volta das 15hs e ficamos impressionados com a infra-estrutura do teatro. Fomos recebidos pelo nosso amigo Dino, que imediatamente colocou sua equipe a nossa disposi\u00e7\u00e3o. Foi \u00e0 volta do Daniel Santiago e sua percuss\u00e3o. Neste show ele e o Aquiles fizeram um solo de bateria e percuss\u00e3o que deixou todos ligados. O teatro estava lotado e muitos amigos compareceram, como o C\u00e9sar, a Marina, o Jo\u00e3o e a Carol. Desmontamos todo o cen\u00e1rio e imediatamente n\u00f3s, a van, o trailer e a carga sa\u00edmos em dire\u00e7\u00e3o a Maring\u00e1. Como sempre fazemos nas viagens, as sess\u00f5es de DVD s\u00e3o um caso a parte. Alguns gostam de aventura, outros de com\u00e9dias, outros ainda de fic\u00e7\u00e3o cientifica, futurista, mas o Aquiles gosta mesmo \u00e9 de sangue. Assistimos pela quinta vez o tal de Hannibal (aquele quando ele era jovem, sabe?). Nossa, chega uma hora que n\u00e3o da&#8230; Hannibal, Jogos Mortais, Albergues, etc&#8230; Estas coisas tem limites. Chegamos a Maring\u00e1 na parte da manh\u00e3 e encontramos nossa amiga Priscila Mamus, al\u00e9m do Lui e do Caverna, bateristas da cidade. Fomos para o hotel descansar e a noite seria o show. N\u00e3o sei o que aconteceu com o Juninho (nosso contratante), gente fina, mas simplesmente n\u00e3o divulgou muito o show. A casa estava quase lotada. Nossa amiguinha Kelly estava l\u00e1 com o namorado. Ela tem 15 anos e \u00e9 apaixonada pelo Hangar, ficou tirando fotos o tempo todo. De qualquer maneira o som estava \u00f3timo e todos sa\u00edram felizes. Pela manha sa\u00edmos em dire\u00e7\u00e3o a Curitiba, onde far\u00edamos uma apresenta\u00e7\u00e3o ac\u00fastica em um bar chamado&#8230; Hangar. Legal, Hangar no Hangar. Fomos direto ao hotel e logo em seguida ao local do show, onde passamos som 30 minutos antes da apresenta\u00e7\u00e3o. Curitiba dispensa coment\u00e1rios. Nossos grandes amigos sempre aparecem, a Lexus, a Luma estavam l\u00e1 marcando presen\u00e7a e cantando todas as m\u00fasicas. Sa\u00edmos com a promessa de voltar a Curitiba no m\u00eas de setembro, quem sabe, seria a quinta vez este ano. Para n\u00f3s seria motivo de muita alegria. Ap\u00f3s o show fui direto para Porto Alegre e para casa. <\/p>\n<p>Dia 28\/06 rumei para Florian\u00f3polis, onde a banda, a van, o trailer e a carga estavam me esperando. Ainda na Rodovi\u00e1ria encontrei a nossa amiga Carol, que havia marcado uma entrevista para quatro sites e jornais locais. Ela levou o Martinez e eu at\u00e9 o local do show. Chegamos e a estrutura j\u00e1 estava montada, \u00f3timo trabalho do Pepe (Gepeto, Vov\u00f4, Velho Maldito) e do Rodrigo (Bussano, Ave do Mau Agouro, Corvo Maldito), que ficam mais eficazes a cada dia que passa. O local era uma especie de danceteria ga\u00facha e me senti muito bem com todos aqueles s\u00edmbolos conhecidos. O palco era bem alto e o som de primeira. Palmas para a produ\u00e7\u00e3o do nosso amigo Fabiano, da Rock Produ\u00e7\u00f5es, que planejou tudo muito bem. No final do show o Aquiles chamou-o ao palco e deu um prato de presente para ele, que ficou muito emocionado e fez um pequeno discurso enaltecendo o profissionalismo da banda. Foi um show com H mai\u00fasculo. Imediatamente voltei para casa, pois nosso pr\u00f3ximo show seria no Rio de Janeiro somente no dia 13 de julho. <\/p>\n<p>Dia 08 de julho o Aquiles veio para Porto Alegre de carro para visitar seus parentes e no dia 09 o Martinez e eu aproveitamos a carona e come\u00e7amos nossa viagem para S\u00e3o Paulo. No mesmo dia, passamos em Crici\u00fama, onde gravei uma musica para o CD instrumental do guitarrista Adair Daunfenbach. Foi uma experi\u00eancia interessante, o Aquiles gravou a bateria de uma m\u00fasica e eu o baixo para outra musica. O Adair \u00e9 um guitarrista sensacional e com certeza vamos ouvir falar bastante dele nos pr\u00f3ximos anos. Seguindo viagem, dormimos em Curitiba e dia 10 chegamos a S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Dia 11 seguimos, n\u00f3s, a van, o trailer e a carga, para o Rio de Janeiro. Chegamos \u00e0 noite e o pessoal da produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 nos esperava com o Emilson e o Adam. Um dia antes do show aconteceu o workshop do Aquiles no SESC Madureira. Eu nunca havia ido ao Rio ent\u00e3o aproveitei para conhecer ou avistar todos aqueles lugares que se tornam mitol\u00f3gicos nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa: Madureira, Olaria, Praia do Flamengo, Bangu, Meyer, Tijuca, etc&#8230; Sim, eles existem n\u00e3o somente nas novelas, assim como a viol\u00eancia. Em todos os lugares que \u00edamos as pessoas nos avisavam: o que voc\u00ea viu e v\u00ea na televis\u00e3o existe. Sair do hotel nem pensar, embora o Martinez e eu tenhamos ido \u00e0 praia do Flamengo para avistar o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar de verdade, n\u00e3o o supermercado. Logo que chegamos \u00e0 praia come\u00e7ou a chover e tivemos que voltar. J\u00e1 no s\u00e1bado durante o workshop encontramos nossos fervorosos amigos cariocas, Jorge Augusto, Joice, B\u00e1rbara, Suuh e v\u00e1rios outros que chegaram j\u00e1 com a camiseta do Hangar. Ap\u00f3s a janta descansamos, porque domingo era dia de show, Dia Internacional do Rock. <\/p>\n<p>Chegamos ao Sport Clube Mackenzie por volta das 17hs. O pessoal j\u00e1 estava chegando e o movimento era grande. N\u00e3o hav\u00edamos imprimido o set list e, como era domingo, seria mais dif\u00edcil achar uma lan house. Fui at\u00e9 a porta do clube e encontrei a fila, onde a M\u00f4nica e a Luana me ajudaram indicando um prov\u00e1vel lugar onde conseguiria uma impressora. Elas eram fans da banda e ficaram surpresas quando me viram saindo correndo do local. Ainda deu tempo para uma foto. Ap\u00f3s o show das bandas de abertura, muito boas por sinal, nos preparamos para subir no palco. A Vera Kikuti, nossa produtora, nos acompanhou nesta viagem, ent\u00e3o tudo funcionou perfeitamente. Realmente o Rio estava esperando um show do Hangar. Tem um v\u00eddeo da banda tocando The Reason of Your Conviction na internet que mostra as pessoas, quase todas, com munhequeiras do \u201cH\u201d. Alias estas munhequeiras foram um sucesso. Durante o show o Aquiles chamou o Jorge Augusto ao palco e o agradeceu em nome da banda pelo esfor\u00e7o que ele fez para que o Hangar fosse ao Rio. O garoto estava emocionado. Depois do show sa\u00edmos apreensivos, pois j\u00e1 era tarde e a volta a S\u00e3o Paulo dependia de uma passada pela Linha Vermelha na sa\u00edda do Rio de Janeiro. Nossos guias indicaram um caminho melhor e conseguimos sair pela Linha Amarela com toda a tranq\u00fcilidade, lembrando dos bons momentos do show e de nossas antigas e novas amizades feitas na cidade maravilhosa. <\/p>\n<p>Voltamos para S\u00e3o Paulo no dia 14 e o Aquiles foi direto para Araraquara fazer um masterclass. O Martinez e eu ficamos em S\u00e3o Paulo e tratamos de ir at\u00e9 o nosso tatuador, o Gilv\u00e2nio, da Joker Tattoo, onde marcamos nossa pele com os \u201cH\u201d de Hangar. O Martinez fez no pulso, em verde e pequeno. Eu fiz no bra\u00e7o direito, um pouco maior e em preto. \u00c9, realmente tatuar d\u00f3i, mas depois a gente esquece e quer fazer outra. Nunca ningu\u00e9m me perguntou se eu tinha duvida sobre esta tatuagem, e eu realmente n\u00e3o tenho. o \u201cH\u201d j\u00e1 faz parte. <\/p>\n<p>Dia 17 de julho foi dia do Anime Friends. Para quem n\u00e3o conhece, este evento acontece anualmente em S\u00e3o Paulo e re\u00fane os admiradores de Animes, Mangas e HQ japoneses. Andar pelo espa\u00e7o da feira \u00e9 uma aventura. Os otakus (participantes) interagem com seus cosplay (fantasias) de super her\u00f3is, pokemons, narutos e diversos tipos de personagens. Nesta \u00e1rea eu dei uma furada grande ao perguntar, \u201dhey, onde est\u00e3o os Cavaleiros do Zod\u00edaco?\u201d e fui prontamente fuzilado \u201celes j\u00e1 eram&#8230;\u201d. Tipo assim, acho que realmente estou ficando velho demais pra esta brincadeira. Tudo bem, fazer o qu\u00ea? Nos palco os shows eram sempre de J-Music ou J-Rock, m\u00fasica de desenho animado japon\u00eas. As performances eram irrepreens\u00edveis. Bom, vamos ao Hangar. Antes do show tivemos uma grande sess\u00e3o de aut\u00f3grafos, patrocinada pelo Consulado do Rock, nossa parceira. Ficamos cerca de uma hora atendendo a todos os que passavam e queriam aut\u00f3grafos ou fotos. A estrutura e a qualidade de palco e luz eram gigantescas. Acho ate que foi um dos melhores sons da tour. Os organizadores nos surpreenderam ao colocarem no fundo do palco o nome Hangar no tel\u00e3o com a mesma fonte que usamos que, digamos de passagem, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de achar. Foi um espet\u00e1culo visual muito interessante. Como sempre nossos amigos compareceram em massa, com grande quantidade de pessoas vestindo a camiseta da banda, o que fez a noite ficar mais especial. Abra\u00e7o mais que especial a Van, ao Jo\u00e3o, a Carol, a Marina, a Let\u00edcia e ao C\u00e9sar. Chegamos em casa cedo e tratamos de descansar para a mais nova aventura. <\/p>\n<p>Antes de embarcar para o Nordeste, tratamos de verificar a edi\u00e7\u00e3o do nosso DVD. Posso adiantar que as imagens e som est\u00e3o excelentes. Tamb\u00e9m mandamos para a f\u00e1brica a nova edi\u00e7\u00e3o do Last Time, com direito a um DVD-hist\u00f3ria da banda, de 1997 a 2005. <\/p>\n<p>Nosso pr\u00f3ximo show seria em Natal, o que fez com que fic\u00e1ssemos todos muito apreensivos. Viajar tr\u00eas mil quil\u00f4metros, com a van, o trailer, a carga e n\u00f3s n\u00e3o seria nada f\u00e1cil. Calculamos 50 horas de viagem e, como sempre erramos: foram 55 horas. Sa\u00edmos de S\u00e3o Paulo na tarde-noite do dia 22 e seguimos rumo ao interior de S\u00e3o Paulo, depois Minas Gerais (Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, Belo Horizonte, Ipatinga, Governador Valadares, Teot\u00f4nio Otoni, etc), Bahia (Vit\u00f3ria da Conquista, Jequi\u00e9, Feira de Santana, Alagoinhas), Sergipe (Aracaju), Alagoas (Macei\u00f3), Pernambuco (Recife), Para\u00edba (Jo\u00e3o Pessoa) e finalmente Rio Grande do Norte (Natal!). Infind\u00e1vel asfalto, passando pelo Brasil verdadeiro, de vastid\u00e3o, dist\u00e2ncia, riquezas e pobrezas incalcul\u00e1veis. Estas viagens fazem parte de um saber que n\u00e3o h\u00e1 pre\u00e7o. Pessoas diferentes do nosso cotidiano, lugares que agora j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais estranhos. Para descontrair, nosso parceiro DVD estava ali toda hora, amigo, reproduzindo o que quer que fosse, qualquer tipo de filme, qualquer mesmo&#8230; Deixa pra l\u00e1&#8230; Chegamos a Natal e fomos recepcionados pelo nosso amigo Delano. A produ\u00e7\u00e3o em Natal foi especial, lugares excelentes, praia, etc. Ficamos apaixonados pela cidade. Na manh\u00e3 do dia seguinte quando prepar\u00e1vamos para ir \u00e0 praia do hotel, isto mesmo no hotel havia praia e piscina. Olhei pela janela e vi&#8230; sol? Claro que n\u00e3o, uma chuva torrencial sobre Natal. Fazer o qu\u00ea?&#8230; Fomos a uma r\u00e1dio e a uma televis\u00e3o para uma entrevista. Na r\u00e1dio foi uma festa, com direito a m\u00fasica, etc. Na televis\u00e3o um fato curioso, junto com o Hangar iria ao ar uma banda de eletro rock que eu n\u00e3o lembro o nome. Chegamos ao local e os integrantes desta banda estavam bem euf\u00f3ricos, era uma banda meio que, \u201celetro rock\u201d, digamos que os meninos eram bem \u201calegres\u201d no melhor sentido da palavra. Foi uma situa\u00e7\u00e3o bem pitoresca ver o Martinez e o Aquiles, muito sutis, irem ao ar junto aos tr\u00eas integrantes um pouco mais \u201cleves\u201d desta banda. Eu ri muito com a cara de \u201cestranho\u201d que eles fizeram&#8230; Voltamos ao hotel onde encontramos nossa amiga e bra\u00e7o direito do Psycho Blog do Aquiles, a Srta. Michely Sobral, que veio direto de Fortaleza para assistir aos shows de Natal e Recife. A Michely estava bem humorada e nos divertimos bastante falando sobre o blog e o pessoal que freq\u00fcenta o mesmo. Nossos amigos queridos. Durante o dia recebemos a grande noticia do nascimento da filha do nosso querido F\u00e1bio Laguna. Foi legal ver o F\u00e1bio t\u00e3o nervoso e contente ao mesmo tempo. Parab\u00e9ns a ele e a fam\u00edlia Laguna. A noite chegou e fomos para o show com a equipe e os produtores locais. O som estava \u00f3timo e cerca de 500 pessoas compareceram ao local. No final o Aquiles chamou o Delano ao palco que foi ovacionado por toda a plat\u00e9ia. Sa\u00edmos de Natal na manh\u00e3 do dia seguinte em dire\u00e7\u00e3o a Recife. A Michely aproveitou a carona e foi junto, dentro da van, l\u00f3gico. Eu tive que sentar em cima de uma sacola de camisetas e curtir a viagem de 5 horas. <\/p>\n<p>Recife \u00e9 um caso a parte. J\u00e1 seria a nossa quarta apresenta\u00e7\u00e3o na capital pernambucana, que sempre nos recebe muito bem. Chegamos por volta das 14hs. A Joanna Litiel j\u00e1 estava esperando a Michely e as duas foram passear na cidade enquanto nos retir\u00e1vamos para um bom descanso no hotel. \u00c0 noite sa\u00edmos direto para o local do show, o Armaz\u00e9m 14, onde tocar\u00edamos e sair\u00edamos direto para Salvador. Mais uma vez o Armaz\u00e9m foi liberado somente as 21hr o que fez com que tiv\u00e9ssemos que montar nosso palco em um tempo recorde de duas horas. Demos um tempo e \u00e0 meia noite come\u00e7amos a tocar. O p\u00fablico respondeu bem a pouca divulga\u00e7\u00e3o e compareceu em n\u00famero razo\u00e1vel. O mais importante foi que apoiou a banda e cantou todas as m\u00fasicas. Encontramos velhos amigos como o J\u00fanior, que foi a todos os shows da banda na cidade. Depois dos aut\u00f3grafos come\u00e7amos a desmontar o palco e l\u00e1 pelas quatro da manh\u00e3 nos despedimos da Michely e da Joanna e embarcamos rumo a Salvador. <\/p>\n<p>Para chegar a Salvador seriam 12hs de viagem. Nosso show estava marcado para as 19hs e j\u00e1 sab\u00edamos que n\u00e3o iria dar tempo. Todos dormindo na viagem&#8230; A Policia Rodovi\u00e1ria baiana nos parou tr\u00eas vezes seguidas na mesma rodovia. Domingo \u00e0 tarde o pessoal estava preocupado com a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito. Chegamos ao local do show \u00e0s 18hs, exatamente uma hora antes do hor\u00e1rio marcado para o inicio do show, ou seja, seria imposs\u00edvel come\u00e7armos no hor\u00e1rio. Para completar, o palco era no segundo piso da casa e no primeiro estava rolando uma festa hip hop. Al\u00e9m disso, na rua j\u00e1 se aglomeravam cerca de 300 fans que j\u00e1 haviam comprado ingresso para assistir a banda. Descemos ali mesmo e com a ajuda da produ\u00e7\u00e3o come\u00e7amos a carregar tudo dois andares acima, passando pelos fans e pela festa hip hop. Come\u00e7amos o show exatamente \u00e0s 21hs, depois de passar o som \u00e0s pressas. Talvez pelo cansa\u00e7o ou pela pressa e adrenalina conseguimos realizar uma apresenta\u00e7\u00e3o muito boa e, para nossa surpresa, a maioria do pessoal j\u00e1 conhecia as nossas m\u00fasicas e cantou junto \u00e0 noite toda. Vale lembrar que encontrei nossa amiga Gracielle, que havia ganhado uma credencial para acompanhar a passagem de som conosco. Depois dos aut\u00f3grafos, me apressei, pois o Aquiles viajaria de volta a S\u00e3o Paulo de avi\u00e3o, j\u00e1 que no mesmo dia ele estaria embarcando para o Wacken, na Alemanha. O v\u00f4o sairia a uma da manh\u00e3 e fui lev\u00e1-lo ao aeroporto de Salvador na companhia de dois produtores locais e da Cielle. Despedimos-nos, desejando boa sorte na Alemanha e voltamos para o local do show onde o pessoal j\u00e1 estava terminando a carga. Despedi-me do pessoal, da Cielle e fomos direto ao hotel, onde pudemos descansar at\u00e9 a manh\u00e3 seguinte e recobrar as energias para a longa volta para S\u00e3o Paulo, afinal seriam mais dois mil quil\u00f4metros de estrada. <\/p>\n<p>Depois de tomar caf\u00e9 sa\u00edmos, n\u00f3s, a van, o trailer e a carga em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo. Logo depois de Feira de Santana, ainda na Bahia, fomos parados pela Policia Rodovi\u00e1ria que nos apontou um problema em um dos pneus do trailer. Imediatamente pensei no \u201cContr\u00e1rio\u201d, mas depois que desci, constatei que o mesmo estava a nosso favor e n\u00e3o contra. Um dos rolamentos da roda traseira esquerda esfarelou e a ela quase caiu, fazendo com que o eixo entortasse. Tivemos que voltar \u00e0 cidade de Feira de Santana para conseguir algu\u00e9m que fizesse o reparo, al\u00e9m de ter que comprar um pneu novo. J\u00e1 era por volta do meio dia. Achamos um mec\u00e2nico chamado Leandro, que era de Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Paulo, e nos ajudou muito. O servi\u00e7o terminou \u00e0s 21h, ou seja, 11 horas al\u00e9m do previsto para a nossa sa\u00edda. Tudo bem, poderia ter sido bem pior e entendi que aquele policial rodovi\u00e1rio fez um bem \u00e1 todos n\u00f3s, a van, ao trailer e a carga. Sa\u00edmos finalmente em dire\u00e7\u00e3o ao interior da Bahia, quil\u00f4metros intermin\u00e1veis passando por cidades que somente conhecemos pelos romancistas baianos ou pelos mapas rodovi\u00e1rios: Vit\u00f3ria da Conquista, Jequi\u00e9&#8230; At\u00e9 chegar ao interior de Minas Gerais, onde tivemos tempo para assistir a trilogia inteira de \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d. O F\u00e1bio, sua mala e seus equipamentos, saltaram da van no meio do caminho e da noite, em um posto de gasolina na rodovia Fern\u00e3o Dias. Ele n\u00e3o suportava mais ficar na van e n\u00e3o via a hora de chegar em casa para ver a filha que havia nascido h\u00e1 quatro dias. Tentou a sorte e parece que conseguiu chegar algumas horas mais cedo em casa. <\/p>\n<p>Finalmente chegamos em S\u00e3o Paulo no final da madrugada de quarta-feira. Desengatamos o trailer da van mais precisamente \u00e0s 04h30min. O Martinez e eu ainda esperamos na Rodovi\u00e1ria at\u00e9 o meio dia e finalmente chegamos a Porto Alegre \u00e0s 7hs da manh\u00e3 de quinta feira! Viajar de segunda at\u00e9 quinta-feira por terra n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil n\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>Este foi um resumo de nossa aventura. Gostaria de terminar falando que ao longo destes oito meses, com um intervalo de dois meses no ver\u00e3o, fizemos 37 apresenta\u00e7\u00f5es em 12 estados, al\u00e9m de passar pelo Distrito Federal e pelo Paraguai. Visitamos 23 cidades, tocando para um p\u00fablico estimado em 25 mil pessoas e percorremos mais de 32 mil quil\u00f4metros pelas nossas estradas. Conhecemos pessoas que ficar\u00e3o para sempre em nossas mem\u00f3rias e conseguimos firmar o nome de nossa banda para o p\u00fablico de metal, que tanto prezamos. <\/p>\n<p>Na poderia deixar de agradecer a todos que participaram junto conosco, ao Daniel \u201cPepe, Velho Maldito\u201d Fernandes, nosso t\u00e9cnico de som, pessoa importante e um amigo pra toda hora; ao Rodrigo \u201cBussano, P\u00e1ssaro Maldito\u201d Fantoni, que faz parte desta fam\u00edlia, profissional ao extremo; ao Beto \u201cBuba\u201d, nosso homem de vendas, \u00e0 Vera Kikuti, que cuida de nossa agenda; ao nosso webmaster-mor Gustavo Sazes, sempre pronto a nos atender; e especialmente \u00e0s nossas fam\u00edlias, pelo carinho e compreens\u00e3o acima de tudo. <\/p>\n<p>Marcar o nome Hangar na historia do metal brasileiro era uma das nossas metas, mas nunca imaginamos que seria t\u00e3o r\u00e1pido. Agradecemos a todos que compareceram aos nossos shows, aos organizadores e aos amigos que em cada cidade nos receberam t\u00e3o bem. Terminamos apenas a primeira parte, mas a estrada j\u00e1 nos chama. Vem ai o DVD e muitas outras hist\u00f3rias a serem contadas, afinal, is just the beginning&#8230; <\/p>\n<p>Nando Mello<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>postado por Nando Mello Chegou a minha vez de falar sobre a Conviction Tour do Hangar neste ano de 2008. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses tivemos muitas aventuras e tentarei detalhar cada acontecimento pitoresco ou n\u00e3o que possa ter acontecido conosco. 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