{"id":663,"date":"2010-05-25T21:37:22","date_gmt":"2010-05-25T21:37:22","guid":{"rendered":"http:\/\/hangar.mus.br\/site\/?p=663"},"modified":"2010-05-25T21:37:22","modified_gmt":"2010-05-25T21:37:22","slug":"tudo-de-novo-mas-tudo-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/tudo-de-novo-mas-tudo-novo\/","title":{"rendered":"Tudo de novo, mas tudo NOVO!!!"},"content":{"rendered":"<p>postado por Hangar<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a em&#8230; Hummm&#8230; Mas, de novo esse papo?! \u00c9 s\u00f3 o come\u00e7o? Sssssim! Desde a \u00faltima apari\u00e7\u00e3o do Hangar, em dezembro do ano passado, estivemos concentrados na pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o da turn\u00ea de divulga\u00e7\u00e3o do nosso \u00faltimo disco, o Infallible. Resumindo a longa jornada que ser\u00e1 relatada abaixo, contaremos tudo o que antecede uma turn\u00ea com uma estrutura relativamente monstruosa de 16.200 quilos e tudo o que est\u00e1 diretamente ligado a isso&#8230; coisas como burocracias em geral, log\u00edstica, teste do equipamento, treinamento de equipe, manuten\u00e7\u00e3o, limpeza&#8230;. E, claro, no final, temos que ser m\u00fasicos tamb\u00e9m, estudar, ensaiar por horas para estarmos prontos f\u00edsica e psicologicamente para o nosso momento mais esperado: o show. <\/p>\n<p>F\u00e1bio <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Enquanto isso em Gravata\u00ed&#8230;100 dias de correria&#8230;. <\/p>\n<p>Bom galera, depois do nosso \u00faltimo show em 2009, no SESC Pomp\u00e9ia, viajamos todos para Gravata\u00ed. Nossa tarefa seria ir at\u00e9 a cidade de Estrela, onde estava o \u00f4nibus do Hangar, e lev\u00e1-lo at\u00e9 Porto Alegre para uma sess\u00e3o de fotos, uma entrevista para o jornal Zero Hora, na RBS, e por fim uma passada na empresa Selenium, onde apresentar\u00edamos a reforma do bus\u00e3o aos executivos da empresa. Consegui um motora vizinho (Carlos) que poderia fazer este trajeto conosco. Como era um dia especial, nos vestimos a car\u00e1ter em um dia de calor infernal. Na sa\u00edda, j\u00e1 o primeiro problema: o ar condicionado funcionou somente nos primeiros 30 kms. Os outros 100 foram feitos tipo \u201csa\u00fana\u201d. L\u00e1 estava o \u201cContr\u00e1rio\u201d novamente atacando. Achamos um defeito no sistema de ar chamado \u201cRodo ar\u201d, que alimenta os pneus, os freios, a suspens\u00e3o, etc. Tivemos que parar e por pouco n\u00e3o perdemos a passagem para a sess\u00e3o de fotos na Selenium. Conseguimos chegar exatamente no hor\u00e1rio e fomos bem recebidos pelo F\u00e1bio Floriani, o Richard Powell, o Rodrigo Kniest e todo o staff da empresa. Todos contentes com o resultado da \u201ctransforma\u00e7\u00e3o\u201d do \u00f4nibus, que agora estampa os logos da Maverick, marca de amplificadores do grupo Selenium. Ap\u00f3s estes compromissos os colegas de banda foram embora e eu e o meu vizinho motorista fomos at\u00e9 Estrela, entregar novamente o \u00f4nibus para os reparos faltantes. Descobrimos que o adesivo da traseira havia sido colado errado, com os logos tortos. Faltava o H na parte superior do \u201cbus\u201d, o ar estava capenga e ainda est\u00e1vamos com a documenta\u00e7\u00e3o incompleta. <\/p>\n<p>Chegamos ao Natal e o Aquiles e fam\u00edlia foram para Porto Alegre e tivemos como nos reunir em um grande churrasco na minha casa, acompanhados por amigos como o Rafa Dias, do Batera Store. Passado o final de ano, a empresa que estava reformando no \u00f4nibus entrou em recesso ate o dia 05, data em que colocamos a noticia e as fotos no nosso site. Na nossa cabe\u00e7a o \u00f4nibus deveria estar pronto at\u00e9 o inicio de fevereiro, j\u00e1 que iriamos fazer um \u201ctest drive\u201d do nosso equipamento durante o carnaval na cidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo, perto de Mococa, em S\u00e3o Paulo. Comecei a correr atr\u00e1s do que faltava. Novas impress\u00f5es das artes que estavam erradas, ar condicionado e a documenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos equipamentos que a Selenium iria nos fornecer e que n\u00e3o estavam prontos. No dia 08 de janeiro mais uma vez fui \u00e0 cidade de Estrela. O pessoal tinha feito uma nova entrada de ar para o exaustor do ar condicionado, o que supostamente iria faz\u00ea-lo resfriar mais ainda e manter a temperatura baixa na parte de cima do \u00f4nibus. Parecia que iria dar certo (mais tarde viria saber que n\u00e3o daria certo, mas isso vem depois&#8230;). Levei o \u00f4nibus at\u00e9 outra empresa em Estrela para cuidar das partes de freios, dire\u00e7\u00e3o, rodo ar e l\u00e2mpadas que n\u00e3o estavam funcionando. Enquanto faziam a manuten\u00e7\u00e3o que duraria uma semana, marquei a primeira vistoria no DETRAN e no Inmetro, para fazer a transfer\u00eancia da papelada normalmente. Na outra semana, dia 15, fui novamente a Estrela e trouxe o \u00f4nibus at\u00e9 Porto Alegre para a vistoria no DETRAN. O Martinez acompanhou a mesma e para nossa surpresa descobrimos que o \u00f4nibus estava com dois lugares a menos do que o permitido, o motor estava irregular pela falta de uma placa de identifica\u00e7\u00e3o e por fim uma das portas do maleiro caiu devido ao desgaste da borracha que a prendia. L\u00e1 fui eu novamente para Estrela levar o \u201cbus\u201d. Meu prazo j\u00e1 estava esgotando e ainda faltavam muitas tarefas. Percorri quatro cidades e empresas atr\u00e1s de mais duas poltronas, por\u00e9m n\u00e3o havia dispon\u00edveis. <\/p>\n<p>O pessoal de Estrela cuidou de colocar a porta do maleiro no lugar e finalmente conseguiu duas poltronas simples e velhas para completar o n\u00famero que precis\u00e1vamos para que o DETRAN e o Inmetro aprovassem. Est\u00e1vamos na ultima semana de janeiro e a substitui\u00e7\u00e3o do adesivo da traseira ainda n\u00e3o havia sido feita. Finalmente localizei o funcion\u00e1rio da empresa e no \u00faltimo dia foi feita a altera\u00e7\u00e3o. Enquanto isso o F\u00e1bio em Mococa conseguiu um motorista para conduzir o \u00f4nibus de Estrela no Rio Grande do Sul at\u00e9 Mococa, em S\u00e3o Paulo. Chegou a primeira semana de fevereiro e finalmente achei que estava tudo ok. Liguei para o despachante. Compramos a passagem para o motorista vir de Mococa e, quando ele chegou, fomos at\u00e9 Estrela e paramos na Selenium para colocar os equipamentos pendentes no \u00f4nibus e seguir viagem. Chegando l\u00e1 a grande surpresa, n\u00e3o poder\u00edamos viajar, pois o \u00f4nibus teria que passar por mais uma vistoria no DETRAN e Inmetro e tamb\u00e9m porque o motor do mesmo pertencia a outro \u00f4nibus! Havia sido trocado! Precis\u00e1vamos de um documento comprobat\u00f3rio desta troca emitido pelo fabricante. Meu Deus, o Contr\u00e1rio j\u00e1 estava l\u00e1, agora o Murphy&#8230; quem mais iria aparecer? Perdemos o investimento no motorista e o mandamos embora. Tivemos que fazer o test drive do equipamento usando um caminh\u00e3o alugado para o transporte. Al\u00e9m de pagar as passagens pro motora n\u00e3o levar o \u00f4nibus at\u00e9 Mococa, tivemos que pagar o frete para transportar tudo. Preju\u00edzo de, no m\u00ednimo, 2 mil reais&#8230; Deixei o \u00f4nibus estacionado no p\u00e1tio da Selenium e entrei em contato com a Via\u00e7\u00e3o Cometa (propriet\u00e1ria original do \u00f4nibus). Expliquei a situa\u00e7\u00e3o e eles prontamente entenderam e falaram que em DUAS semanas estaria tudo resolvido. Vinte dias depois recebi em casa a correspond\u00eancia assinada pela Via\u00e7\u00e3o Cometa, se responsabilizando pela troca dos motores do \u00f4nibus. Finalmente consegui marcar a vistoria final. Deu tudo certo e agora s\u00f3 faltava a emiss\u00e3o do documento com a transfer\u00eancia completa.<\/p>\n<p>O tempo passou e o pessoal da Selenium precisou usar o espa\u00e7o na empresa e tive que tirar o \u00f4nibus de l\u00e1. Novamente meu vizinho e motorista, Carlos, ajudou e conseguiu uma garagem perto de casa onde deixamos o \u00f4nibus em seguran\u00e7a. \u00c9 uma empresa de viagens que por coincid\u00eancia tem um \u00f4nibus igual ao nosso, assim pude ter v\u00e1rias dicas de funcionamento do mesmo. Aproveitei para colocar as fechaduras nos maleiros e adivinhem&#8230; mais uma porta caiu. Tive que descobrir onde vendiam a borracha para colocar a porta no lugar e passamos dois dias tentando sem sucesso arrum\u00e1-la. Finalmente consegui uma empresa especializada que cuidou do assunto&#8230; Mais dez dias se passaram e finalmente o documento chegou. Nosso primeiro show estava marcado para o dia 01 de abril, sim o dia da mentira&#8230; ent\u00e3o marcamos a nossa primeira viagem de Gravata\u00ed at\u00e9 Mococa, onde estava nosso equipamento, para o dia 23 de mar\u00e7o. Mais uma vez o F\u00e1bio conseguiu um \u201cbrother\u201d chamado \u201cLenoir\u201d para dirigir. O Aquiles e o Lenoir chegaram em Porto Alegre no dia 22 de mar\u00e7o e no dia 23 pela manh\u00e3 zarpamos de Gravata\u00ed, \u00e0s sete da manh\u00e3. Come\u00e7ava uma nova etapa para a banda. Pela primeira vez o \u00f4nibus do Hangar estava em uma miss\u00e3o. Eu realmente estava muito ansioso, tentando controlar tudo, j\u00e1 que n\u00e3o sabia o que esperar. Quantos quil\u00f4metros seriam por dia? Qual seria o consumo? Etc, etc&#8230; Fizemos a viagem em duas etapas, no primeiro dia foram 770 kms at\u00e9 Curitiba, onde dormimos e no segundo dia mais 580 kms at\u00e9 Mococa. <\/p>\n<p>Durante a viagem tivemos mais uma vez a baixa do ar condicionado, que parou novamente de funcionar, agora acompanhado pelo gerador. Nada mais normal&#8230; Chegamos a Mococa no dia 25 onde come\u00e7amos a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o da turn\u00ea&#8230; Bom, a partir da\u00ed aconteceu de tudo, explana\u00e7\u00f5es, desist\u00eancias, gritarias, mais Murphy, mais Contr\u00e1rio&#8230; Mas quem pode contar mais um pouco sobre esta parte \u00e9 o Aquiles. <\/p>\n<p>Mello <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Enquanto isso, em Mococa&#8230; <\/p>\n<p>Em janeiro programamos um teste de campo para o nosso novo equipamento. Durante o feriado do Carnaval, disponibilizar\u00edamos nosso sistema de sonoriza\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de 7 apresenta\u00e7\u00f5es ao ar-livre, para aproximadamente 2000 pessoas. Ou seja, nossos queridos equipamentos passariam pela maior prova de resist\u00eancia que poderiam suportar. Assim, no final de janeiro, os \u00faltimos itens que faltavam em nosso sistema chegaram \u00e0 casa dos meus pais, onde havia um espa\u00e7o maior para armazenamento.<\/p>\n<p>Como eu iria trabalhar durante o Carnaval, o Martinez e o PP foram para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo, a cidade onde foi realizado o teste do equipo. <\/p>\n<p>F\u00e1bio <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Enquanto isso em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo&#8230; <\/p>\n<p>Depois que tudo foi transferido de Mococa para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo, iniciamos a montagem do sistema na quinta-feira que antecedeu o feriado do Carnaval. Dessa forma tivemos tempo suficiente para cuidar dos \u00faltimos detalhes. Por exemplo, n\u00e3o havia extens\u00f5es para ligar as 8 colunas do PA Ciclotron e todos os monitores<\/p>\n<p>Selenium no palco. Ou seja, passamos algumas horas cortando cabos e parafusando as extens\u00f5es que levariam energia a todo equipamento. Tamb\u00e9m hav\u00edamos deixado pra \u00faltima hora (como todo bom brasileiro que se preze) um detalhe muito importante: a compra de lonas para cobrir os equipamentos em caso de chuva&#8230; Dessa vez conseguimos ser mais r\u00e1pidos do que nosso velho amigo Murphy&#8230; Assim que as lonas chegaram ao local das apresenta\u00e7\u00f5es e foram estrategicamente espalhadas sobre os equipamentos, a primeira tempestade chegou com for\u00e7a! E passou sem deixar estragos&#8230; <\/p>\n<p>F\u00e1bio <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o carnaval foi uma carga e tanto. Estivemos todos os dias do reinado de momo eu e Daniel PP das 11 da manh\u00e3 at\u00e9 5 da manh\u00e3 em fun\u00e7\u00e3o da passagem de som e monitora\u00e7\u00e3o dos equipamentos. Nada como ser dono da pr\u00f3pria vida nessas horas era o que eu pensava enquanto dobrava uma das 5 lonas de 6&#215;5 metros no sol do meio dia a beira da piscina e em frente ao palco. As pessoas que realmente vivem o metal 24 horas 365 dias por ano podem conviver e entender a gente. Feriado, festinha, matal, anivers\u00e1rio&#8230; M\u00fasico de verdade n\u00e3o tem esses luxos. Mais do que m\u00fasico, somos donos do nosso pr\u00f3prio neg\u00f3cio, da pr\u00f3pria vida. Isso compensa tudo. A opera\u00e7\u00e3o toda acabou com poucas baixas e pudemos constatar o poder da nossa estrutura. Agora s\u00f3 restava fazer caber tudo no \u00f4nibus. E a filosofia para tanto seria: \u201cse cabe, leva!\u201d. Foi assim que chegamos as 4 toneladas e uma advert\u00eancia na balan\u00e7a da rodovia&#8230;<br \/>\nMartinez <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; <\/p>\n<p>Enquanto isso, na Selva Amaz\u00f4nica&#8230; <\/p>\n<p>Ap\u00f3s o show de Dezembro no SESC Pomp\u00e9ia, voltei para casa, para rever a fam\u00edlia e comemorar as festas de final de ano. Enfim, que venha 2010! Pensei&#8230; Ufa que alegria de comemorar a chegada do ano em que farei a minha primeira tour com o HANGAR! Estava tudo bem, at\u00e9 que no dia 2 de Janeiro, enquanto jogava futebol na quadra com meus filhos, pisei em falso torcendo o joelho e&#8230; Isso mesmo, fudi o joelho! Dor *@**&#038;\u00a8%!!! Fui ao hospital e o m\u00e9dico falou pra mim: \u201cvoc\u00ea machucou o menisco e s\u00f3 o tempo dir\u00e1 se voc\u00ea precisa ou n\u00e3o fazer uma cirurgia\u201d. O FDP ainda manda me aplicar uma inje\u00e7\u00e3o de voltaren e outra de dipirona, mesmo eu tendo falado que era al\u00e9rgico ao AAS (\u00e1cido acetil salic\u00edlico), presente em 90% dos analg\u00e9sicos. Voltei pra casa sem andar, sem mexer a perna, com o joelho travado MESMO e, logo em seguida com os olhos muito inchados por causa da rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica aos medicamentos que tomei no hospital. PARAB\u00c9NS!!!<\/p>\n<p>Passei 3 dias com os olhos inchados, mas, isso \u00e9 o de menos, pois o joelho continuava muito ruim, muito inchado e travado pelos pr\u00f3ximos 25 dias. Isso mesmo, eu n\u00e3o conseguia sequer mexer a perna, mesmo passando o dia inteiro com bolsa de gelo, usando pomadas, sprays diversos, tomando os mais variados ch\u00e1s caseiros pra ajudar na desinflama\u00e7\u00e3o do menisco, pois n\u00e3o posso tomar nenhum anti-inflamat\u00f3rio devido a maldita alergia aos compostos qu\u00edmicos presentes na formula de todos eles. <\/p>\n<p>Era terr\u00edvel pra tomar banho, dormir e tudo o mais que voc\u00eas possam imaginar! Passados mais ou menos 27 dias o joelho come\u00e7ou a desinchar e eu me aventurei a mover a perna, onde dia ap\u00f3s dia com a ajuda da minha amiga muleta, consegui dar os primeiros passos, agarrando nas coisas como uma crian\u00e7a aprendendo a andar, por\u00e9m com uma diferen\u00e7a&#8230; Eu morria de medo da dor na perna, que ao menor esfor\u00e7o era insuport\u00e1vel ainda. Eu estava entrando em parafuso, pois achava que talvez n\u00e3o andasse mais e ao mesmo tempo a data de viajar para a tour estava pr\u00f3xima. Estava muito tenso com isso, porque n\u00e3o queria de maneira alguma ter que adiar os compromissos com a banda.<\/p>\n<p>Com a melhora repentina do meu joelho, comecei a literalmente dar alguns passos, por\u00e9m bem curtos, pois n\u00e3o tinha mais firmeza alguma na perna devido a les\u00e3o e pelo tempo sem moviment\u00e1-la. Com isso, s\u00f3 conseguia ficar de p\u00e9 com a ajuda da muleta ou simplesmente numa perna s\u00f3, como um \u201csaci\u201d, rsrsrsr!<\/p>\n<p>Mais alguns dias de ang\u00fastia e dor, comecei a caminhar sem a companheira e iniciei uma nova amizade com aquela que n\u00e3o falava nada, mas, que corria junto comigo&#8230; A esteira!!! Sempre \u00e0 minha disposi\u00e7\u00e3o em qualquer hor\u00e1rio que eu precisasse dela, sem cobrar nada, aguentando pisadas cada vez mais fortes, sem nunca ter reclamado disso. Mais algumas semanas e aqueles quilinhos que havia ganho devido ao meu for\u00e7ado \u201cdescanso\u201d, sumiram gra\u00e7as a minha grande e agora insepar\u00e1vel amiga esteira. <\/p>\n<p>Logo em seguida, enquanto meus companheiros de banda resolviam uma infinidade de problemas com o nosso \u00f4nibus, equipamento e tudo o mais, eu me preparava psicol\u00f3gica e fisicamente para nossa tour, sendo a minha primeira com o HANGAR. A ansiedade tomava conta de mim a cada dia que passava, pois eu tinha a certeza que iria ter de encarar um repert\u00f3rio insano, repleto de m\u00fasicas cheias de drives, notas altas, etc.<\/p>\n<p>Os vizinhos devem ter ficado loucos de ouvirem tantos gritos ecoando em suas casas, hahahaha&#8230;.Sim, isso \u00e9 verdade! Eu passava algumas horas por dia \u201cgritando\u201d (cantando) as m\u00fasicas que provavelmente fariam parte do set list. <\/p>\n<p>Humberto <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Enquanto isso na Europa&#8230; <\/p>\n<p>Bom, como todos sabem, fui convidado a tocar numa tour europ\u00e9ia com o guitarrista Vinnie Moore e para minha felicidade, tudo aconteceu em boa hora, quando o Hangar n\u00e3o estaria em atividades&#8230; Tocar com o Vinnie foi um aprendizado e tanto, depois de tanto tempo, tive a chance te experimentar a sensa\u00e7\u00e3o de ser side man outra vez. Na verdade foi bem diferente do que eu imaginava, pois ele sempre deixava sua banda decidir junto como far\u00edamos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agenda e tudo mais&#8230;<\/p>\n<p>No entanto, minha cabe\u00e7a tamb\u00e9m estava no Hangar, pois toda a parte burocr\u00e1tica do \u00f4nibus ficou com o Mello e enquanto estava em SP eu acompanhava \u00e0 dist\u00e2ncia&#8230;. O Mello sofreu bastante, pois cada semana aparecia algo novo que precisava ser feito para que a documenta\u00e7\u00e3o estivesse ok.<\/p>\n<p>Est\u00e1vamos em contato o tempo todo e muitas vezes enquanto eu ainda estava na Europa, marc\u00e1vamos encontros pelo MSN para tomar decis\u00f5es sobre essas coisas&#8230;<\/p>\n<p>Muitos assuntos foram resolvidos dessa forma, pois eram coisas que n\u00e3o poderiam esperar&#8230; Inclusive, muita coisa da reforma do \u00f4nibus teve que ser refeita e isso gerou muito estresse para a banda&#8230; Nas primeiras viagens, tivemos problemas acentuados com o ar condicionado e tivemos que viajar sem ar por alguns trechos&#8230; A vaz\u00e3o de ar refrigerado no compartimento onde fica o compressor do ar era insuficiente&#8230; Levamos em v\u00e1rias pessoas at\u00e9 que a pr\u00f3pria banda conversou e chegou numa conclus\u00e3o depois de viajar 1400 km para voltar de Mococa\/SP para Porto Alegre\/RS&#8230; Foi uma estr\u00e9ia muito dura&#8230;<\/p>\n<p>Aquiles <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>postado por Hangar Tudo come\u00e7a em&#8230; Hummm&#8230; Mas, de novo esse papo?! \u00c9 s\u00f3 o come\u00e7o? 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