{"id":665,"date":"2010-07-06T21:38:54","date_gmt":"2010-07-06T21:38:54","guid":{"rendered":"http:\/\/hangar.mus.br\/site\/?p=665"},"modified":"2010-07-06T21:38:54","modified_gmt":"2010-07-06T21:38:54","slug":"infallible-tour-20102011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/infallible-tour-20102011\/","title":{"rendered":"Infallible Tour 2010\/2011"},"content":{"rendered":"<p>postado por Fabio Laguna<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es Na\u00e7\u00e3o Hangariana! <\/p>\n<p>Sejam bem-vindos a mais um cap\u00edtulo da nossa Infallible Tour 2010\/2011. Dessa vez, dividirei com voc\u00eas o que rolou com o Hangar no m\u00eas de maio.<\/p>\n<p>As atividades em grupo come\u00e7aram no dia 19 de maio. Nosso primeiro show dessa etapa seria em Mococa, cidade em que resido. Ent\u00e3o fui de carro para o nosso QG em Tatu\u00ed j\u00e1 que, ap\u00f3s os dois dias de ensaio, ir\u00edamos direto para Mococa, no dia 20 \u00e0 noite. A gente at\u00e9 que tinha levado \u201cpouca\u201d coisa para o ensaio, mas as previs\u00f5es foram corretas: seria imposs\u00edvel colocar cinco pessoas no meu carro, mais as malas pessoais de uma turn\u00ea de 10 dias e ainda os equipamentos que usamos no ensaio e ter\u00edamos que colocar de volta no \u00f4nibus&#8230; <\/p>\n<p>Ou seja, no dia 20, \u00e0 noite, despachei o Martinez e mais sete volumes na rodovi\u00e1ria de Tatu\u00ed, e voltei para o s\u00edtio para carregar o carro e encaixar os passageiros. Isso mesmo: foi tudo muito bem encaixado em todos os poss\u00edveis espa\u00e7os vazios do carro. No retrovisor eu s\u00f3 conseguia ver algumas malas, pois as cabe\u00e7as do Mello e do Humberto estavam completamente alocadas entre a carga, rsrs&#8230; <\/p>\n<p>E nem eu, o motorista, que geralmente tem certo privil\u00e9gio de espa\u00e7o numa situa\u00e7\u00e3o como essa, tive tal sorte&#8230; Cheguei todo o banco pra frente, havia bagagem at\u00e9 no meu p\u00e9, entre os pedais, e a troca de marcha era s\u00f3 no pulso, pois era imposs\u00edvel utilizar o bra\u00e7o pra essa fun\u00e7\u00e3o&#8230; Se f\u00f4ssemos parados pela pol\u00edcia rodovi\u00e1ria nessa noite, certamente o susto do oficial e a multa seriam grandes&#8230; Por outro lado, a seguran\u00e7a era total, pois em caso de acidente, os air-bag(agens) j\u00e1 estavam acionados&#8230; Ahhh, e com todo excesso de peso, o carro quase ferveu, mas n\u00e3o foi nada demais. Conseguimos chegar a Mococa por volta da meia noite. Deixei o Mello, o Aquiles e o Humberto na casa dos meus pais, para tomarem um banho e se instalarem e voltei para a beira da rodovia, pois o Martinez havia perdido a conex\u00e3o em Campinas e conseguiu pegar um \u00f4nibus que passava somente no trevo de entrada da cidade. Voltei pra casa dos meus pais pra deixar o Martinez e seus sete volumes de bagagem. A equipe j\u00e1 havia chegado algumas horas antes e estavam nos esperando para um jantar na ch\u00e1cara do Chimba, um grande amigo e cozinheiro de primeira! Ele \u00e9 pai da Vanessa, e sogro do Beto, donos da Cacha\u00e7aria, casa onde tocar\u00edamos no dia seguinte. Depois da bela macarronada e umas cervejas, todo mundo foi dormir.<\/p>\n<p>O dia 21 seria de muito trabalho para mim. Acordei \u00e0s 6 da manh\u00e3 pra fazer as fun\u00e7\u00f5es rotineiras de pai e dono-de-casa e \u00e0s 9 da manh\u00e3 assumi o papel de produtor do show. Tudo correu bem. Foi muito bom tocar na minha terra, pois seria a melhor forma de mostrar aos meus conterr\u00e2neos o que eu ando fazendo por a\u00ed, j\u00e1 que sempre perguntam&#8230; Por isso, o p\u00fablico conterr\u00e2neo era composto basicamente de amigos, os habitues da casa de show e alguns curiosos. Pelo menos metade da plat\u00e9ia era das redondezas da cidade. N\u00e3o adianta, \u00e9 aquela est\u00f3ria: \u201csanto de casa n\u00e3o faz milagre\u201d. E por outro lado, como o Rush sentenciou tempos atr\u00e1s, \u201co mundo todo \u00e9 um palco\u201d, e \u00e9 isso o que importa para mim. <\/p>\n<p>Fica aqui os nossos agradecimentos a todo staff da Cacha\u00e7aria. Na madrugada do dia 22, logo ap\u00f3s o \u00f4nibus estar carregado, partimos em dire\u00e7\u00e3o a Caraguatatuba, no litoral de S\u00e3o Paulo, onde tocar\u00edamos na Virada Cultural Paulista, ao lado do Plebe Rude e do Sepultura. Nessa viagem tivemos a companhia do ganhador da promo\u00e7\u00e3o \u201cD\u00ea um nome para o \u00f4nibus do Hangar\u201d. Como ele, n\u00f3s tamb\u00e9m tivemos sorte na escolha do felizardo. O Paulo tamb\u00e9m \u00e9 m\u00fasico, um grande admirador do heavy metal, uma pessoa muito tranq\u00fcila, e entendeu bem o esp\u00edrito do Hangar.<\/p>\n<p>Tanto que at\u00e9 ajudou o Lucas a desmontar o kit de bateria depois do nosso show. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 policial civil, ou seja, est\u00e1vamos protegidos durante toda a viagem. Em um determinado momento, dentro o Infallibus, eu notei o volume na barra da cal\u00e7a dele e perguntei: \u201cme deixa ver?\u201d; rapidamente, como quem entende do assunto, ele j\u00e1 sacou a arma, tirou o pente das balas e me passou o revolver&#8230; Nessa hora teve gente dentro do \u00f4nibus que pulou da cadeira&#8230; \u201cguarda essa merda!\u201d kkkkkk&#8230;<\/p>\n<p>Voltando ao trabalho, o show em Caragu\u00e1 foi fant\u00e1stico! N\u00f3s hav\u00edamos tocado no mesmo evento no ano passado numa situa\u00e7\u00e3o completamente diferente: era o primeiro show do Humberto com o Hangar, ent\u00e3o havia certa tens\u00e3o no ar e, al\u00e9m disso, o cronograma atrasou muito e n\u00f3s acabamos tocando depois das 3 da manh\u00e3, j\u00e1 muito cansados. Em 2010 a est\u00f3ria foi outra&#8230; O Humberto j\u00e1 est\u00e1 mais do que dentro do Hangar e tocamos em um \u201chor\u00e1rio nobre\u201d, \u00e0s 22hs30. Como qualquer festival, o set list foi mais curto, mas muito intenso. Havia umas 5000 pessoas agitando muito com a banda, e bem do lado do palco, o mar e as luzes de Ilha Bela do outro lado do canal. S\u00f3 quem \u00e9 m\u00fasico sabe como esses \u201cdetalhes\u201d s\u00e3o inspiradores. Outra coisa muito bacana \u00e9 notar que o respeito entre as \u201ctribos\u201d \u00e9 muito grande hoje em dia. Hangar, Plebe Rude e Sepultura tocando juntos no mesmo palco sem nenhuma confus\u00e3o na plat\u00e9ia. Depois do nosso show, o Phillip Seabra, vocalista do Plebe Rude, passou pelo nosso camarim onde demos boas risadas e dividimos nossas admira\u00e7\u00f5es m\u00fatuas e causos de estrada.<\/p>\n<p>Fim do trabalho. Lanchinho no trailer. Todo mundo dispensado. O Martinez, o Bruno (t\u00e9cnico de guitarra) e eu aproveitamos o clima praiano pra caminhar at\u00e9 o hotel e se divertir um pouco com os headbangers que estavam perdidos pela orla de Caragu\u00e1. Afinal, nossa pr\u00f3xima atividade seria depois de cinco dias, e t\u00ednhamos o direito de relaxar um pouco.<\/p>\n<p>No dia 23, ao meio-dia, sa\u00edmos de Caragu\u00e1, em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo. Como ter\u00edamos uma longa viagem at\u00e9 Urussanga, em Santa Catarina, decidimos pernoitar na cidade de pedra mesmo. No dia 24, as 7 da matina, partimos para o sul. Decidimos passar por S\u00e3o Bento Baixo, distrito de Crici\u00fama, onde ficar\u00edamos novamente no s\u00edtio do nosso grande amigo Thiago \u201cHommer\u201d Daminelli. \u00c0 prop\u00f3sito, deixo aqui novamente em nome de todo Hangar, nossos eternos agradecimentos por conhecermos e termos o apoio de uma pessoa t\u00e3o querida como o Thiago. Dessa vez a estada foi mais curta, ent\u00e3o o pessoal ficou \u201cdescansando\u201d mesmo. A galera s\u00f3 trabalhou na manuten\u00e7\u00e3o rotineira de alguns equipamentos, do bus\u00e3o, etc&#8230; Eu armei meu \u201cest\u00fadio port\u00e1til\u201d em um canto da casa pra estudar um pouco e terminar uns trabalhos que estavam atrasados. Em uma das minhas idas at\u00e9 a pequena S\u00e3o Bento Baixo pra fazer compras para o s\u00edtio, combinei uma partida de futebol com o Hermes, que tamb\u00e9m se tornou nosso amigo e o Infallibus fica estacionado na frente da sua casa quando estamos por l\u00e1. A pelada foi na noite do dia 26, quarta-feira, e foi regada a muita gritaria e palavr\u00f5es. Teve um pobre cidad\u00e3o de S\u00e3o Bento Baixo que n\u00e3o ag\u00fcentou a press\u00e3o e abandonou o jogo dizendo algo como: \u201cn\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es\u201d, rsrsrs&#8230;<\/p>\n<p>Na quinta-feira, depois do almo\u00e7o fomos para Crici\u00fama, onde rolaria uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos e depois disso partimos para o Ventuno Pub, em Urussanga, onde far\u00edamos o show no dia seguinte. Chegando l\u00e1, fomos recepcionados com um delicioso churrasco, mas o grande acontecimento do dia foi outro&#8230; Para entrar no pub h\u00e1 uma subida muito \u00edngreme e est\u00e1vamos muito preocupados se o \u00f4nibus iria subir ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi tenso, at\u00e9 porque j\u00e1 sab\u00edamos que havia algo de errado com o motor e n\u00e3o quer\u00edamos for\u00e7ar demais o Infallibus e prejudicar o resto da turn\u00ea. Enfim, depois de muita gritaria e confus\u00e3o embaixo de chuva, conseguimos subir o \u00f4nibus at\u00e9 o local onde os equipamentos seriam descarregados no dia seguinte. Um detalhe m\u00f3rbido: fazia tr\u00eas semanas que chovia sem parar na regi\u00e3o serrana de Urussanga. Ou seja, o ambiente era \u00famido e mofado e a presen\u00e7a do p\u00fablico no show era incerta, j\u00e1 que, al\u00e9m disso tudo, o Ventuno Pub fica na \u00e1rea rural&#8230; Massss, dessa vez Murphy se deu muito mal: no dia seguinte, mesmo com pancadas de chuva durante dia e noite, a casa estava cheia e o show foi muito energ\u00e9tico. Eu particularmente prefiro tocar em locais menores, porque a intera\u00e7\u00e3o p\u00fablico-banda \u00e9 muito mais intensa: n\u00e3o tem como fingir, ficamos cara a cara com o ouvinte. Gostar\u00edamos de agradecer a toda fam\u00edlia Ventuno, especialmente ao Everaldo e \u00e0 Elisangela que tornaram nossa passagem em Urussanga a mais prazerosa poss\u00edvel.<\/p>\n<p>No dia seguinte, em nossa \u00faltima etapa dessa nova passagem pelo sul do Brasil, seguimos para Tubar\u00e3o \u00e0s 9hs30 da manh\u00e3. Chegando l\u00e1, fomos direto para uma loja de instrumentos, onde ter\u00edamos uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos. Depois do almo\u00e7o, seguimos para a casa de shows, tamb\u00e9m chamada Hangar. A sala era maravilhosa e ter\u00edamos condi\u00e7\u00f5es de montar todo o nosso equipamento. Tudo transcorreu muito bem nesse dia at\u00e9 na hora do show&#8230; Havia uma banda cover local que iria fazer a abertura. Como se tratavam de pessoas que n\u00f3s j\u00e1 conhec\u00edamos e respeit\u00e1vamos, achamos que estava tudo bem em deixarmos que eles fizessem o trabalho deles e pensamos que respeitariam o nosso&#8230; Da\u00ed o nosso amigo Murphy compareceu para fechar essa turn\u00ea com chave de ouro. Resumindo: a banda de abertura teve das 21hs at\u00e9 as 00hs para passar som, tomar<br \/>\nbanho, namorar, passar maquiagem e o que mais julgassem necess\u00e1rio&#8230; <\/p>\n<p>Como se j\u00e1 n\u00e3o fosse muito tempo (na estrada, 3 horas \u00e9 uma eternidade, \u00e9 quase o triplo do tempo que levei pra escrever esse di\u00e1rio, aqui, direto do Infallibus, em Florian\u00f3polis), resolveram chegar atrasados e n\u00e3o cortarem nada do set list! Olha s\u00f3, n\u00e3o tenho nada contra bandas cover, at\u00e9 porque tamb\u00e9m trabalho com algumas, mas querer prejudicar o Hangar, uma banda que viajou quase 800 quil\u00f4metros para estar ali, que disponibilizou grande parte do seu sistema de som e em momento algum atrasou ou atrapalhou outra banda \u00e9 o fim da picada! Se fosse em outra cidade, onde os caras precisassem vender o seu peixe a qualquer custo, eu at\u00e9 entenderia. Mas essa banda cover estava tocando \u201cem casa\u201d, para os amigos, pra levar tapinhas nas costas e escutarem: \u201cnossa, voc\u00ea copiou aquela m\u00fasica direitinho\u201d. \u00c9 aquele velho ditado: \u00e9 a estrada que separa os homens dos meninos. <\/p>\n<p>Enfim, o show de Tubar\u00e3o foi \u201cmorno\u201d porque come\u00e7amos a tocar era quase 2 e meia da matina; n\u00e3o h\u00e1 p\u00fablico ou banda que ag\u00fcente tal maratona sem perder o tes\u00e3o. De qualquer forma deixo aqui nosso agradecimento pela boa vontade do Marc\u00e3o Wonka e o Eder, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o local. E tamb\u00e9m por ajudarem na carga, j\u00e1 que acharam que os carregadores eram dispens\u00e1veis e tamb\u00e9m foram abandonados pelos seus amigos da banda de abertura.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o show, o Mello, o Martinez e o Bruno seguiram para Porto Alegre e o resto da trupe foi para o hotel para cochilar um pouco. Partimos \u00e0s 9hs30 para S\u00e3o Paulo onde ficaram o Aquiles, o Humberto, o Pepe e o Lucas. O F\u00e1bio \u201cDidi\u201d, motorista do Infallibus, achou que dava pra seguir at\u00e9 Mococa no mesmo dia, ent\u00e3o seguimos viagem e \u00e0s 2 horas da matina, depois de 16 horas de viagem, a turn\u00ea pelo sul estava encerrada.<\/p>\n<p>At\u00e9 o pr\u00f3ximo cap\u00edtulo!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>postado por Fabio Laguna Sauda\u00e7\u00f5es Na\u00e7\u00e3o Hangariana! 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