{"id":671,"date":"2011-04-03T21:42:24","date_gmt":"2011-04-03T21:42:24","guid":{"rendered":"http:\/\/hangar.mus.br\/site\/?p=671"},"modified":"2011-04-03T21:42:24","modified_gmt":"2011-04-03T21:42:24","slug":"a-ultima-vez-que-escrevi-sobre-nossas-andancas-pelo-pais-foi-em-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/a-ultima-vez-que-escrevi-sobre-nossas-andancas-pelo-pais-foi-em-setembro\/","title":{"rendered":"A \u00faltima vez que escrevi sobre nossas andan\u00e7as pelo pa\u00eds foi em setembro"},"content":{"rendered":"<p>postado por Nando Mello<\/p>\n<p>Di\u00e1rio Hangar<\/p>\n<p>A \u00faltima vez que escrevi sobre nossas andan\u00e7as pelo pa\u00eds foi em setembro, quando falei sobre a tour que fizemos pelo Nordeste. Agora come\u00e7o novamente a contar o que aconteceu com a banda nos \u00faltimos seis meses. Recordar \u00e9 viver, ent\u00e3o vamos l\u00e1!<\/p>\n<p>SETEMBRO <\/p>\n<p>Em setembro tivemos eventos importantes como o \u201cStay Heavy Metal Stars\u201d, onde nos apresentamos como uma das bandas principais junto com o Torture Squad. Este evento \u00e9 muito especial, porque \u00e9 onde sempre encontramos &#8220;amigos e inimigos&#8221;, como disse certa vez o vocalista Andr\u00e9 Matos. Tamb\u00e9m participamos da jam com m\u00fasicos convidados. (Toquei uma m\u00fasica do Dream Theater chamada \u201cAnother Day\u201d). Os m\u00fasicos do Scorpions estavam em S\u00e3o Paulo e acabaram assistindo aos shows.<\/p>\n<p>No final do m\u00eas, mais uma vez participamos da ExpoMusic. Foi o quinto ano consecutivo em que tocamos em v\u00e1rios stands como Harman, Royal, Musical Express, AMI, al\u00e9m de termos firmado mais uma parceria essencial com a Pride e as guitarras Jackson, teclados Korg e DDrum. No decorrer da feira encontramos grandes amigos e celebramos o anivers\u00e1rio de lan\u00e7amento do nosso mais novo \u00e1lbum, \u201cInfallible\u201d, que esgotou antes do final da feira.<\/p>\n<p>Setembro chegou ao fim e decidimos, por motivo de for\u00e7a maior, que tirar\u00edamos um pouco o p\u00e9 da estrada nos meses de outubro e novembro.<\/p>\n<p>OUTUBRO E NOVEMBRO<\/p>\n<p>Aproveitamos estes dois meses para a realiza\u00e7\u00e3o de alguns workshops. Estive em Crici\u00fama, Iju\u00ed, Itaja\u00ed, Itapema, o Martinez em Tubar\u00e3o e Caragu\u00e1, o F\u00e1bio em Varginha e Brusque.<\/p>\n<p>No final de novembro nos reunimos para um show com a banda Korzus em Ceil\u00e2ndia, no Distrito Federal. Viajamos as duas bandas juntas no Infallibus. Voc\u00ea pode imaginar a grande confus\u00e3o que a viagem virou? Viajar com a banda completa mais a nossa equipe j\u00e1 \u00e9 uma grande aventura, imagina como \u00e9 viajar com mais uma banda? Afinal, s\u00e3o todos temos costumes diferentes, valores diferentes&#8230; Ent\u00e3o \u00e9 sempre um grande desafio colocar tantas pessoas juntas em uma mesma viagem. Mas correu tudo bem na hora do show (apesar de ter ca\u00eddo uma chuva torrencial) e voltamos para casa muito satisfeitos.<\/p>\n<p>DEZEMBRO<\/p>\n<p>No dia 7 fizemos o lan\u00e7amento da biografia do Aquiles na Fnac em S\u00e3o Paulo. O set ac\u00fastico foi muito bom e o p\u00fablico como sempre compareceu em massa. O Aquiles estava muito feliz com o evento e fez um discurso que deixou todo o p\u00fablico muito emocionado.<\/p>\n<p>Logo depois, no dia 10 o F\u00e1bio esteve em Leme para um workshop e j\u00e1 come\u00e7amos a nos preparar para as f\u00e9rias de final de ano. Como o Aquiles estava indo viajar para o sul, marcamos um workshow conjunto comigo e o Martinez em Santo \u00c2ngelo para o dia 16. Mais uma vez voltamos \u00e0 regi\u00e3o das Miss\u00f5es com muito sucesso e casa cheia.<\/p>\n<p>JANEIRO<\/p>\n<p>Come\u00e7amos o ano com p\u00e9 direito. Pela primeira vez est\u00e1vamos com agenda para esse m\u00eas e tamb\u00e9m para o m\u00eas seguinte.<\/p>\n<p>Aquiles viajou para a NAMM (Los Angeles) onde fez o lan\u00e7amento internacional do seu DVD pela conceituada Mel Bay, e tamb\u00e9m um workshop no Paiste Day, que aconteceu no Musician Institute. Enquanto isso n\u00f3s fizemos workshops por aqui. O Humberto esteve em S\u00e3o Lu\u00eds, Teresina e Manaus, o Martinez em S\u00e3o Luiz Gonzaga e eu em Cruz Alta.<\/p>\n<p>FEVEREIRO<\/p>\n<p>Nos reunimos novamente no dia 11 para ensaios em Tatu\u00ed (S\u00e3o Paulo). Passamos tr\u00eas dias insanos ensaiando 30 m\u00fasicas, sendo 29 com a banda e mais uma solo do Aquiles. (Algumas pessoas acham que \u00e9 muito preparamos 30 m\u00fasicas, mas \u00e9 bom ter muitas op\u00e7\u00f5es no setlist, pois assim podemos variar o show todas as noites.) Colocamos duas m\u00fasicas do Freakeys no set e achei muito legal tocar essas m\u00fasicas pela primeira vez.<\/p>\n<p>Um dos lances mais legais que vimos no s\u00edtio foi o Martinez arrumando a mala de viagem dele. Ao contr\u00e1rio de n\u00f3s, que arrumamos a mala na horizontal colocando as roupas na mesma posi\u00e7\u00e3o, o sr. Eduardo coloca a sua mala na vertical e vai arrumando as suas coisas nesta mesma posi\u00e7\u00e3o. Claro que isso casou a maior estranheza na galera afinal nunca t\u00ednhamos visto algo assim! Enfim, o Martinez marcou mais alguns pontos na pitoresca hist\u00f3ria da banda.<\/p>\n<p>Ribeir\u00e3o Preto<\/p>\n<p>Viajamos para Ribeir\u00e3o Preto na segunda pela manh\u00e3, chegamos \u00e0 Guitar Music \u00e0s 11h e j\u00e1 come\u00e7amos a montar o palco. Era a estr\u00e9ia da nossa nova equipe de Roadies (ou Holdens, como explica o Aquiles a cada show ou apresenta\u00e7\u00e3o), o Rodrigo &#8220;Batata&#8221;, a Arcilio &#8220;Shrek&#8221; Bacci e o Guilherme &#8220;Vac\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c0s 17 horas j\u00e1 havia v\u00e1rias pessoas na porta da loja. Iniciamos o workshow com a loja lotada e o Aquiles tocando algumas m\u00fasicas sozinho, na sequ\u00eancia comigo, depois com o Martinez, o F\u00e1bio e por \u00faltimo com o Humberto. Na plat\u00e9ia estavam velhos amigos como o Bola, o Leonardo e a querida \u00c9rica Fratucci que levou junto a fam\u00edlia toda para a &#8220;festa&#8221;.<\/p>\n<p>Londrina<\/p>\n<p>Na madrugada seguimos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Londrina e n\u00e3o demorou para que chegasse uma chuva que refrescou um pouco a noite mas deixou o tempo bem inst\u00e1vel. Quando chegamos, o pessoal da Sonkey j\u00e1 estava esperando por n\u00f3s. O work aconteceu dentro do pr\u00f3prio hotel em que est\u00e1vamos hospedados, ent\u00e3o logo depois de uma montagem bem r\u00e1pida do equipamento, todos puderam descansar um pouco. O audit\u00f3rio era bem grande, mas mesmo assim todos os lugares foram tomados. Nada mal para uma noite de ter\u00e7a-feira, mais um sucesso!<\/p>\n<p>Antes do work apareceu uma TV local para fazer uma entrevista e fomos at\u00e9 a loja Sonkey para gravar. No maior esquema &#8220;pastel\u00e3o e com\u00e9dia Hangar&#8221;, o Aquiles assumiu o microfone como entrevistador e n\u00f3s obviamente como cobaias. Toda vez que vejo uma c\u00e2mera por perto eu saio correndo, mas dessa vez n\u00e3o teve jeito, eu tive que entrar na brincadeira!<\/p>\n<p>Logo em seguida tivemos que colocar o p\u00e9 na estrada para conseguirmos chegar \u00e0 Goi\u00e2nia o mais cedo poss\u00edvel. Ent\u00e3o sa\u00edmos de Londrina \u00e0s 2h da manh\u00e3 com uma puta cheva.<\/p>\n<p>Quem consegue dormir dentro de um \u00f4nibus na madrugada \u00famida de uma estrada horr\u00edvel pensando que s\u00e3o 900km at\u00e9 a pr\u00f3xima parada??? Todos menos eu e o motorista, F\u00e1bio. Bom talvez o Aquiles pela adrenalina custe um pouco a dormir, mas quando o filme que est\u00e1 no DVD j\u00e1 rodou uns 50 minutos, pode ter certeza que j\u00e1 est\u00e1 todo mundo dormindo.<\/p>\n<p>Goi\u00e2nia<\/p>\n<p>Chegamos a Goi\u00e2nia \u00e0s 16h da quarta-feira, e como o workshop estava marcado para as 19h30 foi a maior correria! (Quando chegamos pela manh\u00e3 \u00e0 cidade onde vamos tocar, a equipe nos chama para passar o som com umas cinco horas de anteced\u00eancia, enquanto que quando chegamos em cima da hora, esse tempo diminui para umas duas horas e meia. No m\u00ednimo estranho, mas eu aposto que quanto mais tempo livre, mais a pregui\u00e7a ataca! rs)<\/p>\n<p>Encontramos o Pedro da Hi Cup produ\u00e7\u00f5es e o pessoal da Harmonia Musical. Pela terceira vez eu tocava no Martin Cerere, um complexo com dois grandes teatros em forma de ab\u00f3bada ou planet\u00e1rio. As cadeiras foram todas ocupadas e algumas pessoas ficaram em p\u00e9 na porta e nos corredores ao lado.<\/p>\n<p>Uma das novidades deste workshow foi que tocamos pela primeira vez &#8220;Crazy Train&#8221;, um cover do Ozzy, com o Laguna fazendo os vocais e surpreendo a todos com a sua performance. O pessoal estava realmente empolgado e tocamos muitas m\u00fasicas que nem estavam no set, como o meddley do Iron e \u201cMaster of Puppets\u201d. Para a minha surpresa, na \u00faltima nota da \u00faltima m\u00fasica que tocamos, num gesto espont\u00e2neo todos se levantaram para nos aplaudir. Eu fiquei parado olhando curtindo muit o aquele momento.<\/p>\n<p>An\u00e1polis<\/p>\n<p>Fiquei no teatro para acompanhar o pessoal enquanto o carregavam o Infallibus e acabei saindo de l\u00e1 para o hotel \u00e0s 4 da manh\u00e3. Por sorte a cidade de An\u00e1polis fica a 50km de dist\u00e2ncia, ent\u00e3o pudemos descansar e sa\u00edmos logo depois do almo\u00e7o.<\/p>\n<p>Um medo que eu sempre tive nessas viagens foi de acabar tendo uma dor de barriga no meio daqueles caminhos de asfalto sem fim e n\u00e3o ter um banheiro para usar. Finalmente esse dia chegou, na estrada de Goi\u00e2nia para An\u00e1polis. Pare o \u00f4nibus que eu quero descer! Sorte ter encontrado um \u201csanto\u201d posto de gasolina no meio do caminho&#8230; Por sorte o pessoal ainda estava meio zoado de sono e n\u00e3o pegou no meu p\u00e9.<\/p>\n<p>Chegamos ao teatro do SESC l\u00e1 pelas duas da tarde. Estes teatros sempre s\u00e3o \u00f3timos, t\u00eam toda uma \u00f3tima infra-estrutura. Enquanto o pessoal montava e outros descansavam eu e o Aquiles fomos at\u00e9 o centro da cidade para comprar um novo aparelho de DVD para o Infallibus, pois o anterior j\u00e1 estava recusando algumas m\u00eddias e isso estava gerando um stress sem tamanho. Como ir\u00edamos dormir a noite sem um DVD pra ficar rodando no aparelho? Se n\u00e3o tiver a onda da TV te atingindo parece que ningu\u00e9m consegue dormir, como diz o Humberto. Enfim, naquela noite mais uma vez o teatro n\u00e3o foi suficiente para o n\u00famero de pessoas que estavam l\u00e1 para verem o nosso show.<\/p>\n<p>Encontramos a nossa amiga Pepita Afiune, com sua camiseta do TROYC. Descobri que ela \u00e9 graduada em Hist\u00f3ria da Arte, leciona em uma escola, e como eu cursei e at\u00e9 lecionei hist\u00f3ria por um tempo, acabamos conversando sobre o passado e nada de metal. Imagino aquele papo cabe\u00e7a sobre o porqu\u00ea do s\u00edmbolo Ankh atrai tantas pessoas e seu significado no antigo Egito&#8230; Enquanto isso o Martinez j\u00e1 passava o som de guitarra em um volume ensurdecedor, e quem quer saber se &#8220;H\u00f3rus&#8221; filho de&#8221;\u00cdsis&#8221;, matou &#8220;Seth&#8221; vingando o pai &#8220;Os\u00edris&#8221;? \u00c9 mui ta coisa pra cabe\u00e7a de metaleiro! rs O work foi muito legal, com participa\u00e7\u00e3o direta de todos, mas uma pena que se tratando de instala\u00e7\u00f5es do SESC , os hor\u00e1rios tivessem que ser seguidos \u00e0 risca, ent\u00e3o tivemos que encerrar um pouco mais cedo.<\/p>\n<p>Para variar uma chuva desabou sobre An\u00e1polis, e pelo nosso cronograma dever\u00edamos sair as duas da manh\u00e3 e viajar 1450km, passando por cinco estados, at\u00e9 Timb\u00f3 (Santa Catarina).<\/p>\n<p>Timb\u00f3<\/p>\n<p>Saindo as duas da manh\u00e3 de Goi\u00e1s, mais uma vez passamos o dia inteiro viajando. Sab\u00edamos que seriam cerca de vinte horas e o F\u00e1bio estava bem disposto. Quando voc\u00ea tem que viajar assim por muitas horas s\u00f3 resta aquela velha frase: &#8220;relaxa e goza&#8221;, porque n\u00e3o h\u00e1 nada mais a ser feito. Algumas paradas para tomar caf\u00e9 e quil\u00f4metros e mais quil\u00f4metros de muita estrada.<\/p>\n<p>\u00c0s 22h chegamos a Timb\u00f3, uma pequena cidade pr\u00f3xima a Blumenau, onde haveria um workshop do Aquiles na tarde de s\u00e1bado e um show nosso \u00e0 noite. Fomos direto para o hotel onde liguei para o nosso anfitri\u00e3o, Jarbas, que \u00e9 o Diretor de Cultura da cidade. Ap\u00f3s uma pausa de quinze minutos sa\u00edmos em dire\u00e7\u00e3o ao local do jantar. J\u00e1 eram quase onze da noite e chegamos ao restaurante que estava fervilhando de pessoas. Enquanto nossos amigos &#8220;holdens&#8221;, marinheiros de primeira viagem n\u00e3o acreditavam na quantidade e na beleza das mulheres catarinenses, o Jarbas chegou para nos receber e soltou a frase m\u00e1gica &#8220;podem pedir tudo que est\u00e1 no card\u00e1pio&#8221;. Ouvir esta frase depois de vinte horas de viagem fez com que todos deixassem suas carrancas de lado e as duas mesas viraram uma grande festa. Pr\u00f3ximo da uma da manh\u00e3, j\u00e1 com alguns &#8220;holdens&#8221; &#8220;pr\u00e1 l\u00e1 de B\u00e1gda&#8221; devido ao excesso de suco de laranja e Coca-Cola, voltamos para o hotel. Quando cheguei ao hotel a chave n\u00e3o estava na recep\u00e7\u00e3o e pra varia, o Martinez \u2013 que estava com a chave \u2013 havia sumido. E l\u00e1 vai o Mello atr\u00e1s do Martinez que estava com a chave!<\/p>\n<p>No dia seguinte, \u00e0s 9h sa\u00ed com os &#8220;holdens&#8221; para o local dos eventos. Voltei l\u00e1 pelas 11h fui at\u00e9 a pra\u00e7a principal da cidade onde estava acontecendo o Segundo Encontro de Bateristas da cidade, um evento bem bacana que reuniu cerca de quinze bateras tocando ao mesmo tempo. (Ouvir um j\u00e1 \u00e9 um problema, imagina quinze! Todos tocando a levada e o refr\u00e3o de &#8220;Smoke on the Water&#8221; por trinta minutos. Legal, n\u00e9?? rs) Brincadeiras \u00e0 parte, a iniciativa foi muito bem planejada e hoje o Festival tem de tudo para ser destaque nacional nas pr\u00f3xi mas edi\u00e7\u00f5es. Encontrei no evento todo o staff da Cultura de Timb\u00f3, o Jarbas e sua equipe, a Francielle, o Diorge, a Carol, o Lu\u00eds, pessoas com quem eu havia falado somente por telefone e agora conhecia pessoalmente.<\/p>\n<p>\u00c0s 15h eu e o Aquiles seguimos para o workshop. Quando chegamos l\u00e1, o nosso amigo \u00c9der Medeiros, de Tubar\u00e3o, ainda estava tocando o seu set. Qualquer evento com cerveja sempre \u00e9 um problema e workshop pior ainda. O calor estava infernal, o local era muito grande e com acesso gratuito do p\u00fablico. Em meio a tudo isso, um engra\u00e7adinho tentou aparecer mais do que todos e teve que ir embora bem quieto ap\u00f3s receber uma resposta de acordo com a sua brincadeirinha. N\u00e3o \u00e9 sempre que isso acontece, mas \u00e9 sempre bom saber como agir nesses casos. Voltamos para o hotel para a prepara\u00e7\u00e3o do show que far\u00eda mos \u00e0 noite, que seria no mesmo local do workshop, ent\u00e3o o equipamento estava todo pronto.<\/p>\n<p>O show transcorreu normalmente. No in\u00edcio parecia que o pessoal estava meio \u201cfrio\u201d, mas logo a galera se soltou. Terminamos cedo e deu tudo certo, tanto para o pessoal da Prefeitura quanto para a banda. Chegamos no hotel e por azar subi no mesmo elevador com o Aquiles e o Humberto, o que n\u00e3o \u00e9 nada bom&#8230; Quinze segundos depois come\u00e7ou o \u201cshake\u201d de Mello no elevador. Na primeira batida a porta entortou e o elevador parou no segundo andar. O nosso quarto ficava no terceiro andar, ent\u00e3o os dois abriram a porta com for\u00e7a e sa\u00edram com pressa para n\u00e3o serem descobertos. Como as c\u00e2meras de seguran\u00e7a j\u00e1 haviam gravado tudo mesmo, n\u00e3o tive pressa nenhuma para sair de l\u00e1&#8230; (Crian\u00e7as, n\u00e3o re pitam isso em casa ou nas suas f\u00e9rias!) Voltei para o quarto torcendo para que o elevador voltasse a funcionar&#8230;<\/p>\n<p>Itaja\u00ed<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de Timb\u00f3 \u00e0s 11h e seguimos at\u00e9 Itaja\u00ed. Foram cerca de 70 quil\u00f4metros, uma viagem bem r\u00e1pida. Chegando l\u00e1, um calor de mais de 30\u00ba nos esperava. Itaja\u00ed \u00e9 o come\u00e7o de um n\u00famero sem fim de praias paradis\u00edacas que a costa catarinense nos oferece.<\/p>\n<p>Chegando l\u00e1, nos encontramos com o L\u00facio da banda Christmess que nos recebeu com muita alegria. Ele estivera no nosso show em Brusque ano passado e depois eu mesmo estive na cidade para um workshop no Audit\u00f3rio da Biblioteca Municipal em outubro. Logo em seguida chegaram o Oz\u00e9ias Rodrigues e o Marcelo, al\u00e9m do casal Lu\u00eds Augusto, o Guto e a Bianca Aguiar, que j\u00e1 assistiram \u2013 se n\u00e3o me engano \u2013 uns cinco ou seis shows nossos, sempre apoiando a cena metal da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O calor estava insuport\u00e1vel e o teatro ainda n\u00e3o estava aberto. Tivemos que esperar cerca de trinta minutos at\u00e9 conseguirmos entrar e para nossa surpresa, a casa era um teatro com todas as condi\u00e7\u00f5es para um grande espet\u00e1culo e um ar condicionado de primeiro mundo, al\u00e9m de camarins muito confort\u00e1veis e um palco formid\u00e1vel. J\u00e1 que a Christmess abriria a noite, montamos todos os equipamentos simultaneamente e ap\u00f3s um breve descanso nas poltronas vermelhas do Teatro, abriram-se as portas para o p\u00fablico. O show come\u00e7ou com a Christmess detonando tudo. Todos tocam muito bem e fazem um som no maior estilo \u201cporrada\u201d. Na primeira m\u00fasica a voz do L\u00facio estava mutada e o t\u00e9cnico de som havia sumido &#8230; Corri para chamar o Daniel Pepe para nos dar uma m\u00e3o enquanto o Oz\u00e9ias dava aquele show de sempre na guitarra.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um breve intervalo, com uma ilumina\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel conduzida pelo Marcelo \u2013 que trabalha com algumas bandas da regi\u00e3o \u2013 iniciamos o nosso set. De in\u00edcio o pessoal estava sentado, mas ap\u00f3s alguns segundos a galera se mandou pra frente do palco e come\u00e7ou a agitar. Foi um show animal que mostrou o entrosamento da banda. As novas guitarras do Jackson do Martinez est\u00e3o com um baita som e o lugar era prop\u00edcio a uma boa equaliza\u00e7\u00e3o. Mais uma vez, fomos aplaudidos por v\u00e1rios minutos e sa\u00edmos satisfeitos do palco, indo logo para o sagu\u00e3o do teatro para falarmos com a galera que nos esperava. Encontramos v\u00e1rios conhecidos como a nossa amiga D\u00e9bora Andranio, batera da \u201cActrice\u201d (Florian\u00f3polis), o Marcus Adonai, guitarrista da \u201cBefore Eden\u201d e a sua esposa, a nossa cirurgi\u00e3 dentista favorita dos shows do Hangar, a Maria Mansur que sempre nos prestigiam.<\/p>\n<p>Florian\u00f3polis, a volta, gargalhadas e o Contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Como era o \u00faltimo show da gig de fevereiro, o Infallibus voltaria direto para S\u00e3o Paulo e Mococa, ent\u00e3o o Martinez e eu voltamos direto para Porto Alegre. Tivemos que pegar uma carona at\u00e9 Florian\u00f3polis e chegamos \u00e0 rodovi\u00e1ria \u00e0s duas da manh\u00e3. O \u00f4nibus sairia somente \u00e0s 9h, ent\u00e3o est\u00e1vamos n\u00f3s dois ali com uma tonelada de equipamentos, duas guitarras, um baixo, dois amplificadores do Martinez e as malas&#8230; A empresa de \u00f4nibus tinha uma sala \u2013 que pensamos ser uma sala de espera \u2013 mas que abriria somente \u00e0s 6h. E nt\u00e3o o neg\u00f3cio era esperar no ch\u00e3o mesmo, com um olho fechado e o outro no equipamento naquele calor infernal.<\/p>\n<p>Quando deu finalmente 6h da manh\u00e3, a sala de espera finalmente foi aberta, o ar condicionado ligado e fomos direto para l\u00e1. Logo na porta j\u00e1 nos barraram: s\u00f3 poderia ficar l\u00e1 quem fosse tomar o \u00f4nibus dentro de, no m\u00e1ximo, 30 minutos. E l\u00e1 fomos n\u00f3s de outra vez para o ch\u00e3o e para o calor, sem sabermos se r\u00edamos ou se chor\u00e1vamos&#8230; Finalmente \u00e0s 8h30 a porta reabriu e entramos na sala com o ar condicionado. Com aquele monte de tralha, um dos atendentes se prontificou a nos ajudar e perguntou pro Martinez: &#8220;senhor, o que vai embaixo e o que vai em cima?&#8221; O problema \u00e9 que o Martinez usa protetor de ouvido em qualquer lugar que v\u00e1, ent\u00e3o a cena que se seguiu foi uma das mais engra\u00e7adas que eu j\u00e1 presenciei na hist\u00f3ria da banda. O cara perguntava, o Martinez n\u00e3o ouvia e eu olhava para o Martinez esperando a resposta. E o Martinez nada! Ele continuava de cabe\u00e7a baixa mexendo na sua mala. Tudo isso em um espa\u00e7o de um metro de dist\u00e2ncia entre a gente. O cara perguntando, o Martinez n\u00e3o respondendo e eu olhando incr\u00e9dulo! Depois de cinco tentativas o atendente por conta pr\u00f3pria pega uma das malas do Martinez e uma guitarra e sai a passo. O Martinez levanta a cabe\u00e7a e grita com o cara: &#8220;Hey, seu louco! Onde voc\u00ea vai com isso?&#8221; Eu nunca ri tanto na minha vida! Eu chorava de tanto rir! Se voc\u00eas tivessem a oportunidade de ver a express\u00e3o do rapaz da empresa olhando pro Martinez, voc\u00eas iriam entender do que estou falando&#8230; Demorei uns vinte minutos pra me recuperar de tanto que eu ri da situa\u00e7\u00e3o. Parab\u00e9ns ao Martinez por me presentear com esta oportunidade \u00fanica de rir m uito, mas muito mesmo! rs<\/p>\n<p>Finalmente sa\u00edmos de l\u00e1 \u00e0s 9h da manh\u00e3 em um \u00f4nibus leito, com ar e tudo mais&#8230; (que, \u00e9 claro, custa o pre\u00e7o de uma viagem de avi\u00e3o). Estava t\u00e3o cansado que cinco minutos depois j\u00e1 estava dormindo mas n\u00e3o sem antes me lembrar da cena que havia presenciado minutos atr\u00e1s e rir um pouco mais! Passado um tempo eu senti que o \u00f4nibus estava estacionando. Olhei pela janela e li &#8220;Rodovi\u00e1ria de Florian\u00f3polis&#8221;. \u201cO que est\u00e1 acontecendo?\u201d, pensei j\u00e1 me sentindo em um daqueles epis\u00f3dios do Lost, completamente perdido. O \u00f4nibus estava com problemas e tivemos que voltar para trocarmos de \u00f4nibus&#8230; Finalmente chegamos em Porto Alegre \u00e0s 16h<\/p>\n<p>Final<\/p>\n<p>Este foi o resumo de todos estes meses. O presente \u00e9 agora e o futuro nos espera com muitas aventuras por a\u00ed. Vamos seguir contando e em mar\u00e7o j\u00e1 estaremos na estrada novamente. Hangar Day, Curitiba, Porto Alegre, Santo \u00c2ngelo e Brusque. A locomotiva n\u00e3o pode parar!<\/p>\n<p>Abs<\/p>\n<p>Nando Mello<\/p>\n<p>Revis\u00e3o: Bruna Fonte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>postado por Nando Mello Di\u00e1rio Hangar A \u00faltima vez que escrevi sobre nossas andan\u00e7as pelo pa\u00eds foi em setembro, quando falei sobre a tour que fizemos pelo Nordeste. Agora come\u00e7o novamente a contar o que aconteceu com a banda nos \u00faltimos seis meses. Recordar \u00e9 viver, ent\u00e3o vamos l\u00e1! SETEMBRO Em setembro tivemos eventos importantes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-671","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=671"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}