{"id":677,"date":"2011-07-31T21:46:32","date_gmt":"2011-07-31T21:46:32","guid":{"rendered":"http:\/\/hangar.mus.br\/site\/?p=677"},"modified":"2011-07-31T21:46:32","modified_gmt":"2011-07-31T21:46:32","slug":"de-volta-ao-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hangar.mus.br\/website\/de-volta-ao-sul\/","title":{"rendered":"De volta ao sul&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>postado por Nando Mello<\/p>\n<p>Como prometido, n\u00e3o ficaremos muito tempo sem escrever nosso di\u00e1rio. Ent\u00e3o vamos por a mem\u00f3ria no &#8220;modo ativo&#8221; e lembrar nossas viagens no m\u00eas de junho de 2011.<\/p>\n<p>Depois de alguns dias em casa, voltei a S\u00e3o Paulo no in\u00edcio do m\u00eas de junho para alguns compromissos com a banda e pessoais. Nosso pr\u00f3ximo workshow seria no Rio Grande do Sul, na cidade de Panambi, a cerca de 350 quil\u00f4metros de Porto Alegre. Como sempre, esperamos o Infallibus que vem de Mococa com o F\u00e1bio e nosso novo motorista, Sebasti\u00e3o Telles. O Telles j\u00e1 havia viajado conosco para o Rio de Janeiro e est\u00e1 come\u00e7ando a se acostumar com a turma. Como ele \u00e9 o mais novo na equipe, l\u00f3gico que ele n\u00e3o iria passar batido pelas brincadeiras com o seu nome: Tevez, Celso, T\u00e9rbio, Telecelso, Treves, Trelles, Ti\u00e3o foram algumas das alcunhas que ele recebeu e recebe at\u00e9 hoje nas viagens. A gente ainda n\u00e3o sabe direito se ele leva na brincadeira ou n\u00e3o porque simplesmente n\u00e3o conseguimos entender o que ele fala. O Telles n\u00e3o fala, resmunga&#8230; De vez em quando ele chama meu nome e ou\u00e7o atentamente, mas geralmente preciso ouvir umas duas vezes. Ele \u00e9 gente boa, bonach\u00e3o e ainda tem um pesco\u00e7o t\u00e3o grande que o Aquiles diz que ele n\u00e3o consegue enxergar muito para os lados&#8230; heheheh. A vis\u00e3o perif\u00e9rica dele \u00e9 prejudicada. Claro, tudo n\u00e3o passa de brincadeira com nosso motora, que tem a responsabilidade de nos levar nessas viagens longas pelo Brasil.<\/p>\n<p>Panambi<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de S\u00e3o Paulo na sexta-feira, dia 03, em dire\u00e7\u00e3o ao sul. Seriam 1000 quil\u00f4metros at\u00e9 Panambi, em uma viagem longa, cansativa e perigosa. Rumo ao centro-norte do Rio Grande do Sul, a viagem seguiu pelo meio da regi\u00e3o sul, ao contr\u00e1rio do caminho costumeiro pelo litoral, via Florian\u00f3polis e Porto Alegre. Para falar deste workshow vou voltar no tempo&#8230; Quatro meses atr\u00e1s recebi um e-mail do Aquiles sobre uma escola na cidade que pretendia fazer um evento no m\u00eas de junho. Entrei em contato com a pessoa e come\u00e7amos a negociar. O nome dele: Lorival ou &#8220;Loriva Batera&#8221;, sugestivo? No decorrer das conversas o Lorival explicou-me que na cidade havia uma escola chamada &#8220;Escola de Talentos de Panambi&#8221;. A escola era provida pelo Rotary Club e pela Secretaria Municipal de Cultura. Enquanto o Rotary comprava os instrumentos, a Prefeitura pagava os professores e os locais de sala de aula. De volta \u00e0 viagem, logo na sa\u00edda come\u00e7amos a assistir o primeiro epis\u00f3dio da s\u00e9rie Prison Break&#8230; O Aquiles levou a caixa completa de DVDs&#8230;Foi Prison Break a viagem inteira&#8230; O pessoal n\u00e3o aguentava mais as aventuras de Michael Scofield tentando salvar seu irm\u00e3o Lincoln da cadeia de Fox River. Durante o dia e noite de viagem, nomes como a da Dra. Sara, Fernando Sucre, T Bag, Abruzzi, Veronica, o malvado Bellic e o temido Fibonnacci ficaram pr\u00f3ximos da gente&#8230; Uma overdose de cap\u00edtulos de Prison Break, melhor assim do que nada pra fazer.<\/p>\n<p>Chegamos \u00e0s 22h em Panambi com um frio de 5 graus. Inverno ga\u00facho de rasgar a pele. Frio mesmo! Fomos para o hotel e nos acomodamos para o dia seguinte. No meu quarto o ar quente n\u00e3o estava funcionando e como o hotel estava lotado, n\u00e3o pude ser acomodado em outro quarto. O workshow aconteceu em uma escola, o Col\u00e9gio Evang\u00e9lico de Panambi. O pessoal da equipe seguiu cedo para o Col\u00e9gio, pois o evento seria \u00e0s 16hs. \u00c0s 11 da manh\u00e3 sa\u00edmos em dire\u00e7\u00e3o ao centro da cidade na companhia do Loriva, sua esposa Josie e o guitarrista Duda Beck, os tr\u00eas professores da escola. Chegamos \u00e0 Escola de Talentos, onde uma pequena banda formada por meninos na faixa de 14 anos de idade nos esperava.Eram alunos dos professores Loriva e Duda, e prepararam uma pequena apresenta\u00e7\u00e3o para n\u00f3s. No formato bateria, baixo, teclado e duas guitarras, tocaram v\u00e1rios cl\u00e1ssicos do rock como Highway to Hell, Jump e Born to be Wild. Ficamos todos emocionados com a homenagem. Um dos meninos, o baterista, era deficiente visual, o que fez a gente ficar mais ainda sensibilizado pelo momento. Uma cidade com 40 mil habitantes tem uma escola que ensina m\u00fasica para 520 crian\u00e7as gratuitamente. Pensando nisso, conclu\u00edmosde que alguma coisa realmente est\u00e1 errada neste pa\u00eds&#8230;<\/p>\n<p>No final de manh\u00e3, chegamos ao local do workshow, um sal\u00e3o grande com um palco em tr\u00eas n\u00edveis. Muito bom, mas um frio tremendo. Passamos o som e logo fomos para o almo\u00e7o, que foi servido no col\u00e9gio mesmo, em um sal\u00e3o bem r\u00fastico e aconchegante, equipado com churrasqueiras e mesas pesadas. A esta altura nosso amigo Mauriel Ourique j\u00e1 estava na cidade e sa\u00edmos para conversar e prosear em busca de pilhas para os microfones. Depois do almo\u00e7o alguns voltaram para o hotel, mas eu acabei ficando direto at\u00e9 a hora do evento.<\/p>\n<p>O workshow come\u00e7ou pontualmente \u00e0s 16 horas e mesmo com frio de 5 graus o gin\u00e1sio estava lotado. Al\u00e9m do pessoal da cidade tivemos muitas pessoas de cidades vizinhas como Cruz Alta e Iju\u00ed. A D\u00e9bora Reoly esteve presente para cobrir o evento e realizar uma entrevista para o Whiplash, que eu mesmo acabei fazendo depois do workshow. Mesmo com sol o frio era intenso, acho que a tarde fazia uns 10 graus, no m\u00e1ximo. Divertimos-nos bastante com as perguntas dos presentes, a maioria m\u00fasicos de todas as idades. Encontramos o Charlei Haas, nosso velho conhecido de outros shows passados na regi\u00e3oe, sendo um \u00f3timo fot\u00f3grafo, acabou trabalhando a tarde toda na cobertura do evento. Depois da sess\u00e3o de aut\u00f3grafos costumeira j\u00e1 era quase hora da janta. No mesmo local, saboreamos um churrasco, enquanto a noite ca\u00eda na cidade e a temperatura despencava para 3 ou 4 graus. Tivemos a recep\u00e7\u00e3o do pessoal da Secretaria de Cultura, do Rotary Club e tamb\u00e9m da Prefeitura de Panambi. Foi um jantar diferente. Acho que sentimos que est\u00e1vamos fazendo um trabalho em prol da cidade, levando m\u00fasica para aquelas pessoas da Escola que nos viam como exemplo a seguir. Isso ficou claro no pequeno discurso da Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o, a Sra. Elenir Winck, que falou exatamente sobre a import\u00e2ncia de estarmos ali neste dia. Mais uma li\u00e7\u00e3o e nos sentimos muito bem com esta nova perspectiva que vai al\u00e9m de uma simples banda de heavy metal, mas engloba tamb\u00e9m toda a parte educacional e pedag\u00f3gica que envolve um evento como o que fazemos. Muito bom. O Aquiles falou em nosso nome desejando a todos muita sorte e agradeceu a oportunidade de mostrarmos esse nosso lado, digamos, mais &#8220;pessoa&#8221; do que &#8220;bicho&#8221;, como costumamos brincar. Inesquec\u00edvel. Como a janta foi cedo, o Charlei Haas, nosso cicerone na cidade nos convidou para conhecer o \u00fanico pub do local, o Mr John, onde haveria uma grande noite &#8220;sertaneja&#8221; com m\u00fasica ao vivo e tudo mais. Depois de uma r\u00e1pida passagem pelo hotel para um banho,Aquiles, F\u00e1bio, Daniel, Guilherme, o Rodrigo e eu nos dirigimos ao pub, l\u00e1 pelas 22 horas. O frio era coisa de enlouquecer. No pub, fomos levados ao camarote para curtir a noite sertaneja junto com o Charlei e conversando com a rapaziada que timidamente se aproximava. Depois de algum tempo o teor alco\u00f3lico subiu um pouco e naturalmente as brincadeiras inconsequentes apareceram. Na volta para o hotel tomamos um taxi, que em Panambi custa R$10,00 para qualquer lugar que voc\u00ea queira ir. \u00c9ramos sete pessoas dentro do carro e amontoados na parte traseira o Aquiles conseguiu me dar uma cotovelada que quase me levou a nocaute. Meu c\u00e9rebro ficou solto dentro do cr\u00e2nio, rsrsrs&#8230; Sim, quase fui a nocaute t\u00e9cnico e ningu\u00e9m notou. Naquela gritaria ningu\u00e9m percebeu e eu demorei uns bons segundos para voltar da &#8220;viagem&#8221;&#8230;rs. As velhas brincadeiras est\u00fapidas que a gente faz quando est\u00e1 &#8220;high&#8221;.<\/p>\n<p>Montenegro<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de Panambi no domingo e seguimos para a minha casa, onde ficamos no domingo todo e aproveitamos pra curtir o frio de Gravata\u00ed com um vinho t\u00edpico da terra&#8230;Na segunda-feira o F\u00e1bio fez novamente um workshop na Escola Tio Zequinha, enquanto o Aquiles e eu seguimos para uma janta com o pessoal da Harman, nossos amigos F\u00e1bio Floriani e Richard Powell. \u00c9 sempre bom bater um papo com as pessoas que compraram a nossa id\u00e9ia maluca de perambular no Brasil todo com um \u00f4nibus patrocinado por eles. Na ter\u00e7a-feira pela manh\u00e3 rumamos para Montenegro, pequena cidade a cerca de 60 quil\u00f4metros de Gravata\u00ed. O dia amanheceu com chuva e assim ficou at\u00e9 a outra manh\u00e3. Frio de 10 graus e chuva fina em cima. Foi um dia cinzento mesmo. Descarregar o \u00f4nibus no Teatro com este clima foi ma\u00e7ante. O pessoal da Art Som, Ademir e V\u00edtor, j\u00e1 estavam nos esperando. A \u00faltima vez que estivemos ali foi em agosto de 2008, ali\u00e1s, foi a minha primeira viagem com o Aquiles, exatamente em Montenegro. A chuva n\u00e3o cessou, o que reduziu um pouco o p\u00fablico.Ainda assim, foi uma noite quente de metal. A sess\u00e3o de perguntas foi bem produtiva e nos divertimos muito. Encerramos a noite no bar Cordel, onde jantamos acompanhados pela voz e viol\u00e3o da cantora Simone Schuster, que mandou muito bem v\u00e1rios cl\u00e1ssicos do rock. Um vinho ajudou na digest\u00e3o nas risadas, e o Aquiles acabou pedindo uma m\u00fasica da &#8220;Adele&#8221;,sendo prontamente atendido pela cantora. Ficamos de voltar para fazer um ac\u00fastico no Cordel em setembro, pode ser que aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Os\u00f3rio<\/p>\n<p>Voltamos para Gravata\u00ed na quarta-feira pela manh\u00e3, passandoantes na Harman para mais uma reuni\u00e3o, desta vez com o pessoal da diretoria e do marketing. \u00c9 muito bom ver que estamos alinhados com as ideias deles nesta nova fase. Pra quem n\u00e3o sabe, a Harman, empresa de capital estrangeiro, incorporou a Selenium, nossa antiga parceira. Quinta-feira foi dia do Aquiles dar aulas no Batera Store de Porto Alegre. No dia seguinte fomos a Novo Hamburgo fechar uma data de workshow para setembro e encontramos o Rodrigo da Urban Boards, nosso grande amigo. S\u00e1bado \u00e0 noite, ainda com frio,fizemos um churrasco na minha casa, com todos os presentes menos o F\u00e1bio que foi at\u00e9 Crici\u00fama gravar o disco do nosso amigo Thiago &#8220;Hommer&#8221; Daminelli. Domingo pela manh\u00e3 seguimos cedo para Os\u00f3rio, pequena cidade no litoral ga\u00facho. Quem nos aguardava l\u00e1 era o Newton Arboitem, da loja Roll Over. O Newton se encarregou de fechar com a Secretaria Municipal de Cultura o show do Hangar em um lugar muito legal chamado Largo dos Estudantes. \u00c9 um lugar que antigamente era a c\u00e9u aberto, mas agora conta com uma cobertura e climatiza\u00e7\u00e3o. Fomos muito bem recebidos por todos, em especial pelo Newton e pela sua esposa, Lara. O clima foi t\u00e3o bom que nos divertimos bastante durante o show. Teve at\u00e9 um pequeno discurso da Secret\u00e1ria de Cultura no meio do show&#8230; Acho que estamos virando experts neste tipo de evento, onde as pessoas da cultura da cidade se identificam com a nossa mensagem, assim como os f\u00e3s da banda. Foi uma noite agrad\u00e1vel. Depois do show fomos jantar e contar &#8220;hist\u00f3rias de rock&#8221; conforme algu\u00e9m acabou se referindo. O Newton e esposa s\u00e3o figuras \u00edmpares, merecedores do r\u00f3tulo de sucesso. Parab\u00e9ns a eles. Vamos voltar a Os\u00f3rio em setembro ou outubro para um workshop de bateria do Aquiles e algumas aulas. Por volta da meia noite me despedi dos companheiros que rumaram para S\u00e3o Paulo enquanto eu voltava para casa em Gravata\u00ed. Foi uma semana intensa com muitas surpresas.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um resumo de nossas aventuras de junho de 2011. Em breve vamos falar de julho, da nossa visita a Goi\u00e2nia, onde tatuamos nossos corpos e fizemos o \u201cPain Day\u201d do Hangar. Reportarei os shows em Goi\u00e2nia, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Paragua\u00e7u Paulista e no SESC Pompeia. Tudo com os devidos detalhes, como sempre. Espero que voc\u00eas gostem e continuem seguindo nossas aventuras.<\/p>\n<p>Texto : Mello<br \/>\nRevis\u00e3o : Laguna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>postado por Nando Mello Como prometido, n\u00e3o ficaremos muito tempo sem escrever nosso di\u00e1rio. Ent\u00e3o vamos por a mem\u00f3ria no &#8220;modo ativo&#8221; e lembrar nossas viagens no m\u00eas de junho de 2011. 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